Cor da pele e raça influenciam vida de 63,7% dos brasileiros

Trabalho foi lembrado por 71% dos entrevistados como situação mais influenciada, seguido por relações com justiça.

Quase dois terços da população brasileira considera que a cor da pele ou raça exercem influência na vida cotidiana das pessoas. Essa foi a resposta de 63,7% dos entrevistados da "Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População", divulgada nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre as situações nas quais a cor ou raça têm maior impacto, o trabalho aparece em primeiro lugar – resposta dada por 71% dos entrevistados. Em segundo lugar aparece a “relação com justiça/polícia” lembrada em 68,3% das respostas, seguida por “convívio social” (65%), “escola” (59,3%) e “repartições públicas” (51,3%).

Quase a totalidade dos entrevistados (96%) afirma saber a própria cor ou raça. As cinco categorias de classificação do IBGE (branca, preta, parda, amarela e indígena), além dos termos “morena” e “negra”, foram utilizadas. Entre as dimensões da própria identificação de cor ou raça, em primeiro lugar vem a “cor da pele”, com 74% de citações, seguida por “origem familiar” (62%), e “traços físicos” (54%).

O estudo “Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça” (PCERP) coletou informações em 2008, em uma amostra de cerca de 15 mil domicílios, no Amazonas, Paraíba, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal. Confira a íntegra da pesquisa.

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