sábado, 30 de abril de 2011

MDS vai instalar Cozinhas Comunitárias para quilombolas de 5 estados


Brasília, 28 - Com o objetivo de melhorar a segurança alimentar e nutricional de comunidades quilombolas, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) vai implantar seis projetos pilotos de Cozinhas Comunitárias em cinco estados. O investimento é R$ 2,7 milhões. Os estados a abrigar os equipamentos públicos são os que apresentam as maiores concentrações de comunidades remanescentes de quilombos, de acordo com o Programa Brasil Quilombola: Bahia, Maranhão, Minas Gerais (dois municípios), Pará e Pernambuco.

Os contratos já foram assinados com os cinco estados e um município (Francisco Sá). Para cada contrato, o MDS repassou R$ 450 mil. A contrapartida de cada governo local é de R$ 50 mil. No momento, os projetos estão em licitação para análise do agente operador, a Caixa Econômica Federal, e posterior início das obras.

As Cozinhas Comunitárias visam fornecer refeições prontas para as famílias e servir de espaço para processamento de alimentos e cursos de capacitação na área de segurança alimentar e nutricional, com foco na inclusão produtiva das famílias.

As comunidades quilombolas a serem contempladas com as Cozinhas Comunitárias são: Lajes dos Negros, em Campo Formoso (BA); Tiningu, em Santarém (PA); Poções, em Francisco Sá (MG); Angico, em Bom Conselho (PE); Gurutuba, em Pai Pedro (MG); e Marudá, em Alcântara (MA).

Parte da rede de equipamentos públicos de alimentação e nutrição, que tem ainda os Bancos de Alimentos e Restaurantes Populares, as Cozinhas Comunitárias integram a rede operacional do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). O objetivo dessas unidades é ampliar a oferta à população de baixa renda de refeições adequadas, a preços acessíveis. A capacidade mínima de produção é de mil refeições diárias nos Restaurantes Populares e de 100 nas Cozinhas Comunitárias.

Com apoio do MDS, já foram criadas, em todo o País, 406 Cozinhas Comunitárias.

Fonte: Dimas Ximenes - Ascom/MDS

(61)3433-1052
www.mds.gov.br/saladeimprensa

Estudantes têm até 1º de maio para inscrever trabalhos no III Encontro de Negros, Negras e Cotistas da UNE


As inscrições para o III Encontro de Negros, Negras e Cotistas da UNE (ENUNE), que ocorrerá entre os dias 20 e 22 de maio, na Escola de Arquitetura no Campus Federação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, termina neste domingo, 1º de maio. Mais de mil estudantes de todo o Brasil são esperados para o encontro, que visa ampliar as perspectivas de combate ao racismo e promover a igualdade no acesso e permanência no ensino superior brasileiro.

Para participar, basta preencher o formulário de inscrição no blog da diretoria de combate ao racismo da UNE e pagar a taxa de R$30,00 por meio de depósito em conta bancária. (Banco Bradesco - Agência: 3421-5 - Conta Poupança: 0033960 – Em nome de: Clédisson Geraldo dos Santos).

O comprovante de pagamento deverá ser enviado para o e-mail da comissão organizadora (iiienune@gmail.com) e apresentado durante o credenciamento em Salvador. As inscrições poderão ser realizadas durante o evento, porém a taxa sobe para R$50,00.

O pagamento da taxa dará direito a alimentação (café da manhã, almoço e jantar durante o período da programação do encontro) e uma equipe de segurança irá garantir a tranquilidade do encontro. No alojamento que conta com uma estrutura de banheiros e chuveiros masculinos e femininos, as vagas estarão garantidas para os estudantes que primeiro efetuarem a inscrição. A organização do encontro vem conversando junto à direção da UFBA por um espaço maior em que possam alojar mais participantes.

“Inúmeras universidades já garantiram presença e não tenho a menor dúvida que este será o maior Encontro de Negros, Negras e Cotistas da UNE já realizado”, afirma o diretor de combate ao racismo da UNE, Clédisson Júnior. Segundo ele, discutir a questão social dentro das universidades e agregar estudantes que nunca participaram do encontro é uma forma de ampliar as perspectivas de combater o racismo e promover a igualdade no acesso e permanência dentro das universidades. “É importante conhecer a realidade da influência negra. Intervir na discussão, participar e intercambiar as experiências, conhecendo as outras realidades Brasil afora”, disse.

Programação

As atividades do encontro estarão estruturadas a partir de três eixos fundamentais: o eixo político, o eixo acadêmico e o eixo artístico-cultural. No eixo político, a proposta está assentada na realização dos grupos de debates (GD) como forma de promover a atualização e a consolidação das bandeiras que são estratégicas ao conjunto da juventude negra brasileira.

O eixo acadêmico trará apresentações de produções científicas que tenham centralidade nas discussões sobre as políticas de ações afirmativas que, previamente encaminhadas, passarão pela avaliação de uma comissão julgadora.

E o eixo artístico-cultural, que pretende revelar a riqueza da cultura afro-brasileira, por meio do trabalho realizado por artistas, ou grupos destes, levando em consideração suas produções em diversas manifestações artísticas.

Inscrições de trabalho

Para os estudantes graduandos das áreas de concentração das ciências sociais e ciências humanas e participantes de projetos de pesquisa financiados ou de práticas investigativas institucionais interessados em inscreverem seus trabalhos o prazo de envio foi prorrogado. Os estudantes terão até o dia 1º de maio para enviarem para o e-mail da comissão organizadora (iiienune@gmail.com). O resumo deverá seguir as seguintes instruções:

1. Título do Trabalho – escrever o título de trabalho em maiúsculas, fonte Times New Roman, tamanho 14 e em Negrito, utilizando no máximo 3 linhas;

2. Autores – No máximo três autores por trabalho - escrever o(s) nome(s) do(s) autor(es), indicando o(s) os alunos e orientador(es), seguido do e-mail, utilizando no máximo 3 linhas, fonte Times New Roman, tamanho 12;

3. Instituições – escrever o nome da universidade de origem, do departamento, utilizando no máximo 2 linhas, fonte Times New Roman, tamanho 12 e em Negrito;

4.Resumo do Projeto – editor de texto:

• Tamanho do papel - A4;

• Fonte tipo - “Times New Roman”;

• Tamanho da fonte - 12;

• Espaçamento entre linhas - 1,5;

• Margem direita - 3,0 cm;

• Margem esquerda - 3,0 cm.

Deverá ser destacando o objetivo, a metodologia, os resultados e as conclusões, necessariamente nesta ordem, utilizando no máximo 2.500 caracteres (contando com os espaços) ou de 200 a 300 palavras. O nome dos selecionados para a mostra científica será divulgados no dia 10 de maio pelo sitehttp://unecombateaoracismo.blogspot.com .

Serviços:

O que? III Encontro de Negros, Negras e Cotistas da UNE

Onde? Universidade Federal da Bahia - Salvado

Como? http://unecombateaoracismo.blogspot.com


Quanto? R$ 30,00

Da Redação


4º Encontro de Mulheres Estudantes da UNE em Salvador reúne mais de 700 estudantes de todo o país

Durante o evento na Universidade Federal da Bahia (UFBA) temas como assistência estudantil, aborto e a inserção das mulheres na política foram debatidos pelas participantes que ao final redigiram a Carta das Mulheres Estudantes Brasileiras. Confira!


O 4º Encontro de Mulheres Estudantes da UNE reuniu entre os dias 21 e 24 de abril mais de 700 estudantes de todo o Brasil na Universidade Federal da Bahia (UFBA), campus Ondina em Salvador. Com a temática “Ô abre alas que as mulheres vão passar”, o 4º EME tratou das históricas bandeiras de luta do movimento estudantil tendo como enfoque as mulheres estudantes.

Durante os quatro dias de encontro, temas como assistência na universidade, aborto e a inserção das mulheres na política foram debatidos. O público feminino presente no evento reafirmou a atualidade da luta das mulheres e o compromisso pela superação do patriarcado, do machismo, do racismo, homofobia e lutando pela garantia de autonomia e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

“A luta contra o machismo é fundamental e atual. O Brasil ainda está distante de ser uma sociedade igual para mulheres e homens. Queremos mulheres na política e no poder! Chega de machismo na universidade! Viva a luta feminista!” afirmou o presidente da UNE Augusto Chagas que participou cerimônia de abertura do 4º EME.

No encontro foi defendida a necessidade da UNE incorporar em seu debate a reforma política e agregar entre suas principais tarefas estudantis a luta por creches universitárias em tempo integral, a destinação de 30% de cotas para as mulheres na diretoria executiva e no pleno da entidade e a luta pela legalização do aborto

Reforma Política: mais mulheres nos espaços de decisão!

A luta por participação política das mulheres é a luta cotidiana das mulheres que foram historicamente colocadas nos espaços privados. A eleição da primeira Presidenta da República apresenta um novo cenário para a participação das mulheres nos espaços de poder. A reforma política em debate no Senado é de fundamental importância para garantir que as mulheres possam estar inseridas nos processos eleitorais de forma igualitária aos homens. Nesse sentido, as mulheres estudantes defendem a lista fechada com alternância de gênero e financiamento público de campanha que possibilitarão um avanço para o aumento da participação política das mulheres nos espaços de poder.

Campanha pela Legalização do Aborto

O 4º EME continuou reafirmando a defesa da legalização do aborto, como uma importante luta das mulheres. A Campanha pela Legalização do Aborto, aprovada em 2007, foi um importante instrumento para dar visibilidade ao debate e denunciar a opressão e o preconceito vividos pelas mulheres com a criminalização da prática do aborto. Os números do aborto no Brasil são alarmantes e são as jovens mulheres e negras que mais morrem em decorrência dessa ilegalidade. A partir da campanha, percebeu-se a necessidade do assunto ser abordado constantemente no movimento estudantil. Portanto, as mulheres estudantes da UNE continuam defendendo a legalização do aborto e afirmando o direito das mulheres de decidirem sobre seus suas vidas e corpos.

Confira no Flickr da UNE, fotos das etapas estaduais e as imagens oficiais do 4º Encontro de Mulheres da UNE:http://migre.me/4nIwM


Carta das Mulheres Estudantes Brasileiras

Nós, mulheres reunidas no IV Encontro de Mulheres Estudantes da UNE, nos dias 21 e 24 de abril de 2011, afirmamos a atualidade da luta das mulheres e reafirmamos nosso compromisso com a luta pela superação do patriarcado, do machismo, do racismo e pela garantia da nossa autonomia e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

As Mulheres transformando a universidade

A opressão das mulheres está presente no cotidiano de suas vidas. Tal opressão se estrutura a partir do espaço privado familiar e da divisão sexual do trabalho que organiza toda a estrutura social e impõe um modelo de existência eurocêntrica. Responsabiliza a mulher pelos afazeres domésticos, relacionados à limpeza, à cozinha, ao cuidado e à assistência às crianças, aos idosos e aos doentes; impõe a desvalorização e a sub-remuneração do trabalho feminino; desresponsabilizando o Estado destas tarefas coletivas, sobrecarregando as mulheres através da exploração pelo núcleo familiar. Nesse sentido, às mulheres cabe a reprodução e cuidado da sociedade.

Por outro lado, aos homens fica a responsabilidade do trabalho de produção valorizado, excluindo a mulher da participação política em nossa sociedade. Ainda hoje, somos minoria esmagadora nos espaços de decisão da sociedade, no parlamento, no legislativo e no executivo.

A violência contra a mulher também continua sendo uma realidade cotidiana, em especial na esfera doméstica. Naturaliza-se a violência psicológica, moral e a agressão física contra as mulheres. A questão da violência contra a mulher pode ser potencializada se, além de mulher, ela for lésbica, negra, pobre, migrante e portadora de deficiência.

A violência específica contra as lésbicas pode ser manifestada nos estupros corretivos, ausência de informação e métodos de proteção contra DSTs, impossibilidade de união estável com direitos plenos, enfim, ausência de políticas públicas específicas. A falta de visibilidade das lésbicas na sociedade corrobora com este cenário de descaso e negligência. Ignorar a existência das lésbicas é cercear nosso direito de lutar por nossa emancipação

As mulheres negras ainda são aquelas que vivem uma realidade do trabalho informal e precarizado, principalmente dentro do trabalho doméstico, onde estas são a maioria. Destacamos ainda que apesar das políticas públicas como as cotas, terem inserido a população negra nesses espaços, as mulheres negras ainda não possuem uma participação efetiva ,tendo portanto uma menor representação nos espaços do movimento estudantil,que representa uma realidade branca e de classe média. O sentido do IV EME acontecer na cidade do Salvador-BA cumpre o papel de colocar nos espaços do M.E. a realidade das mulheres negras na agenda das mulheres estudantes, hoje estas são a parcela das mulheres que vivem abaixo da linha da pobreza e que sofrem com os abortos ilegais e inseguros, além de engrossarem as estatísticas de desemprego e subempregos.

Acompanhamos uma contra ofensiva conservadora em todo o país. Um importante exemplo é como foram tratadas as mais importantes pautas do movimento feminista no processo eleitoral de 2010: a união civil de pessoas do mesmo sexo, o casamento civil igualitário e o aborto. Este especificamente foi tratado como algo a ser criminalizado ou apenas não debatido.



Em nenhum momento a maternidade é tratada como escolha, direito da mulher e autonomia sobre o próprio corpo. No Plano Nacional de Direitos Humanos III a discussão sobre o aborto foi suprimida, ignorando que esse debate fosse tratado como uma questão de saúde pública, fruto da pressão religiosa. A defesa do Estado laico é central para o movimento feminista.

Sabemos que o fato de sermos estudantes é fruto da luta de mulheres que vieram antes de nós e conquistaram o direito das mulheres à educação. As mulheres representam hoje 55% dos estudantes universitários, mas ainda é necessário romper preconceitos e discriminações sociais que concentram as mulheres em áreas do saber relacionadas ao que é tradicionalmente considerado feminino.

Nos espaços da universidade são recorrentes o constrangimento moral e o assédio sexual contra as estudantes, em especial durante as festas e atividades de recepção às e aos estudantes ingressantes. Acontecimentos como o desfile das bixetes, o rodeio das gordas, os trotes e as piadas com apelo sexual são lamentáveis e reproduzem a concepção machista da mulher como mero objeto de desejo.

Também nas universidades, temos muitos desafios, necessitamos de uma política de assistência estudantil específica para as mães estudantes, assim como a efetivação do direito a licença-maternidade para as estas. As reivindicações pelas melhorias na assistência estudantil passam também pela luta pelo aumento de verbas na educação pública. Está em disputa os rumos do Plano Nacional de Educação em âmbito federal. A luta pelos 10% do PIB para a educação publica também é nossa, indo de encontro aos recentes cortes na educação que atende a agenda conservadora no país.

A organização permanente das estudantes é fundamental, pois é ela que garante a incorporação das bandeiras feministas na agenda política do movimento estudantil e da universidade. Se há avanços, ainda há muito por fazer: mesmo nos espaços do movimento estudantil persistem situações de machismo e opressão. Os espaços políticos ainda são compostos majoritariamente por homens, e a luta e a militância das mulheres continua sendo colocada em segundo plano.

Nesse sentido, as mulheres da UNE entendem que a universidade não está deslocada do conjunto da sociedade e que na luta contra a opressão sexista é necessária a união destas às diversas instâncias dos movimentos sociais, entre elas o movimento negro, o movimento de mulheres do campo, as mulheres lésbicas, as mulheres indígenas.

Reforma Política: mais mulheres nos espaços de decisão!

A luta por mais participação política das mulheres é pungente. Mesmo que a eleição da primeira Presidenta da República mulher, tenha tido um impacto simbólico para nossa sociedade, sabemos que isso apenas não basta para mudar a vida das mulheres. Nosso debate parte da compreensão sobre as tarefas e desafios para a luta feminista. Portanto, o debate sobre Reforma Política em curso é de fundamental importância, garantindo que o processo termine com vitórias para as mulheres. Nesse sentido, a lista fechada com alternância de gênero e financiamento público de campanha são agendas comuns que possibilitarão um avanço para o aumento da participação política das mulheres nos espaços representativos.

O tema “Ô abre alas que a mulheres vão passar” deste IV EME coloca, para nós estudantes, o desafio de afirmar a nossa passagem, e chegada efetiva, nos espaços de decisão na sociedade e nos responsabiliza pela participação na luta de aprovarmos uma reforma política inclusiva em nosso país. Tendo em vista o acúmulo que tivemos neste IV EME onde destacamos mais uma vez, nossa luta pela desnaturalização do modelo de vida que a sociedade nos impõe com as atribuições e responsabilidades consideradas femininas que servem para nos encaminhar ao espaço privado, exigimos medidas efetivas para nossa garantia nos espaços públicos valorizados que tanto lutamos.

Para isso, é necessário que a UNE incida na discussão da reforma política de modo a defender a participação das mulheres nos espaços de decisão. Mas, também, que ela concretize na sua própria estrutura interna a participação efetiva das mulheres nos espaços de direção garantindo 30% de cotas para mulheres nas estruturas da entidade, assistência estudantil específica para as mulheres estudantes que garanta sua permanência na universidade.

Propomos a seguinte agenda feminista para a UNE no próximo período:
• Reforma política: Mais Mulheres nos espaços de Decisão!

• Por creches universitárias em tempo integral!

• Cumprimento de 30% de cotas para mulheres na diretoria da UNE, na executiva e no pleno!

• Legalização do aborto


SEM FEMINISMO NÃO HÁ SOCIALISMO!

As mulheres estudantes também lutam por:


» Garantia de creches e educação infantil em tempo integral;

» Pela criação do Plano Nacional de Assistência que contemple as casas de estudantes, que respeitem a questão de gênero e raça e as creches universitárias;


» Segurança feminina com treinamento específico 24 horas nos campi;


» Incorporação da questão de gênero nos currículos dos cursos de ensino superior;

» Educação não sexista, não racista e não homofóbica;

» Ofensiva de denúncia ao machismo na Universidade e no Movimento Estudantil;
» Fomento à produção de conhecimento sobre gênero;
» Incorporação de bandeiras do Movimento Estudantil, que afetam fortemente as mulheres, às pautas do movimento feminista, como 10% do PIB para a educação;

» 50% do Fundo Social para Educação;
» Por um PNE que inclua um recorte de gênero e raça;
» Erradicar o analfabetismo;
» Lutar pela igualdade salarial;
» Autonomia econômica das mulheres;

» Legalização do aborto;
» Fortalecer o EME entendendo ser este um espaço fundamental do Movimento estudantil;

Que as entidades do Movimento Estudantil se incorporem ao calendário unificado do Movimento Feminista:

8 de março – dia internacional de luta das mulheres
25 de maio – Dia da mulher negra latino-americana
25 de junho – dia de mobilização por uma educação não sexista
29 de agosto – dia da visibilidade lésbica
28 de setembro – dia de luta pela legalização do aborto
17 de outubro – dia de luta contra a pobreza entre as mulheres
20 de novembro – dia da consciência negra
25 de novembro – dia internacional de combate à violência contra as mulheres.Salvador, Bahia, 24 de abril de 2011.

Da redação



Dilma retalia OEA por Belo Monte e suspende recursos

País deixará Comissão de Direitos Humanos e não vai repassar US$ 800 mil em resposta a pedido de suspensão de obras Brasil já havia suspendido indicação de Paulo Vanucchi para comissão e convocado representante na OEA
DE BRASÍLIA

O governo brasileiro decidiu jogar duro com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos): deixará o órgão a partir de 2012 e suspendeu, por ordem presidente Dilma Rousseff, o repasse de verba à entidade previsto para este ano, de US$ 800 mil.
A reação do Brasil veio após a comissão pedir, em abril, a interrupção das obras de Belo Monte. O órgão alegou irregularidades no processo de licenciamento ambiental da hidrelétrica de Belo Monte, atendendo a uma medida cautelar de entidades indígenas que questionaram o empreendimento.
Como reação à época, a diplomacia brasileira usou termos fortes e pouco usuais. Chamou a decisão de "precipitada e injustificável" e alegou não ter tido tempo suficiente para se defender.
Irritada com o que considerou interferência indevida, Dilma quis mostrar um posicionamento ainda mais duro: convocou de volta ao país o representante do Brasil na OEA, embaixador Ruy Casaes. Ele, até agora, ainda não recebeu autorização para retomar seu posto em Washington, tampouco sabe quando o terá.
A comissão integra o sistema interamericano de direitos humanos nas Américas. Embora ligada à OEA, é um órgão formalmente independente; não representa países, embora a indicação venha deles. Seus sete membros, entre eles o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, são eleitos por assembleia-geral.
O Brasil havia apresentado o nome de Paulo Vanucchi, ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos no governo Lula, para substituir Pinheiro a partir de janeiro de 2012. A indicação, porém, acabou suspensa em caráter irrevogável.
A relação pode piorar ainda mais. Isso porque a comissão passou a analisar uma nova reclamação de ONGs, que contestam obras no Rio para a Copa-2014 e Olimpíada-2016, eventos caros a Dilma. Quando soube do novo processo, Dilma mandou um recado às lideranças do órgão: se isso for levado adiante, levará o caso à própria OEA, dando contornos de crise real ao caso.
No caso de Belo Monte, o Brasil argumenta que a CIDH concedeu apenas 28 dias para que o governo se explicasse, quando o prazo médio de solicitações semelhantes supera a marca de 100 dias.
Nessa semana, o governo enviou à entidade um relatório de 52 páginas explicando sua atuação no empreendimento junto às comunidades locais. Disse ter ouvido as comunidades indígenas da região e que está atento aos efeitos sociais e ambientais da iniciativa.
(NATUZA NERY)

Biblioteca Virtual

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:

1.Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
2.escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
3.Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
4.ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
e muito mais....


http://www.dominiopublico.gov.br/


"Uma biblioteca digital é onde o passado encontra o presente e cria o futuro."
Dr. Avul Pakir Jainulabdeen Abdul Kalam
Presidente da Índia - 09/set/2003

O "Portal Domínio Público", lançado em novembro de 2004 (com um acervo inicial de 500 obras), propõe o compartilhamento de conhecimentos de forma equânime, colocando à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores - Internet - uma biblioteca virtual que deverá se constituir em referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral.

Este portal constitui-se em um ambiente virtual que permite a coleta, a integração, a preservação e o compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal objetivo o de promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada, que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal.

Desta forma, também pretende contribuir para o desenvolvimento da educação e da cultura, assim como, possa aprimorar a construção da consciência social, da cidadania e da democracia no Brasil.

Adicionalmente, o "Portal Domínio Público", ao disponibilizar informações e conhecimentos de forma livre e gratuita, busca incentivar o aprendizado, a inovação e a cooperação entre os geradores de conteúdo e seus usuários, ao mesmo tempo em que também pretende induzir uma ampla discussão sobre as legislações relacionadas aos direitos autorais - de modo que a "preservação de certos direitos incentive outros usos" -, e haja uma adequação aos novos paradigmas de mudança tecnológica, da produção e do uso de conhecimentos.

FERNANDO HADDAD
Ministro de Estado da Educação

http://www.dominiopublico.gov.br/


sexta-feira, 29 de abril de 2011

ABGLT prepara mobilização nacional pela união civil de casais homossexuais‏


Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília - No dia 28 de junho, mais de 200 organizações promoverão uma campanha pelo casamento civil de casais homossexuais. Hoje só é permitido que pessoas do mesmo sexo formalizarem em cartório, por meio de uma escritura, a situação de união. Isso funciona como um contrato. A ideia é que os casais procurem cartórios de todo o país no mesmo dia para pedirem a legalização do casamento civil.
“Queremos mostrar que existe essa discriminação, estamos mobilizando as entidades para que os casais procurem os cartórios e recebam um não”, explica o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis. “As pessoas estão casadas, vivendo juntas e não podem usufruir da proteção do Estado”, completa.
Para Reis, o registro de união estável é uma “cidadania pela metade”, uma vez que o estado civil dos membros do casal continua inalterado e alguns benefícios não são reconhecidos, como o direito à herança em caso de morte do cônjuge.
Tramitam no Congresso Nacional diversos projetos de lei para legalizar a união entre pessoas do mesmo sexo. Entre as propostas estão uma apresentada em 1995 pela então deputada federal e hoje senadora Marta Suplicy (PT-SP) e uma de autoria do ex-deputado Clodovil Hernandes, que morreu há dois anos depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Para o presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Família, Rodrigo da Cunha Pereira, o Legislativo é o mais atrasado entre os Três Poderes no reconhecimento dos direitos da população LGBT.
O principal argumento para o não reconhecimento da união de pessoas do mesmo sexo é que a Constituição Federal fala em “união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar” e, portanto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo seria inconstitucional. “Mas a união de um homem e uma mulher é uma das formas de família, existem várias outras. Ninguém nega por exemplo que dois irmãos que moram juntos, ou um avó que vive com o neto, sejam uma família. Esse impedimento é simplesmente por uma questão moralista”, argumenta Pereira.
Especialista em direito homoafetivo, ele recomenda aos casais homossexuais que procurem os cartórios para para fazer a escritura que registra a união. Segundo Pereira, quase todos os direitos garantidos a um casal heterossexual podem ser garantidos com esse documento. Mas, para o presidente da ABGLT, os direitos da população só serão plenos quando o casamento civil for permitido. Casado há 21 anos com um inglês, ele explica que o não reconhecimento da união dificulta várias questões de ordem prática.
“A gente foi ser sócio de um clube e não foi permitido porque o dependente só poderia ser um cônjuge. Mas nós somos casados”, lamenta. Ele cita que há dificuldades de constituir renda para obter um empréstimo ou alugar um imóvel, por exemplo.
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar em breve uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) sobre o tema. O relatório do ministro Carlos Ayres Britto já está pronto para ir a plenário. Para Pereira, se a decisão for favorável, isso será “um passo importantíssimo” porque pode estimular o Legislativo a avançar na discussão.
“Até pouco tempo atrás o direito de família não reconhecia filhos fora do casamento. Nesse mesmo processo histórico, mais dia ou menos dia o Legislativo vai ter que reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo”, afirma. Na América Latina, a Argentina permite o casamento gay desde o ano passado.
Edição: Juliana Andrade

A queda da Direita brasileira

Os oitos anos de Governo do ex-presidente FHC iniciou o aceleramento do Capitalismo no Brasil atraves de privatizações e desnacionalização de diversos patrimonios publicos onde tambem teve um grande papel no inicio da decadencia da direita. Se somando os oito anos de governo do ex-presidente lula a desistabilidade da dos partidos neoliberais do Brasil se desistruturam e iniciou um processo interno de "salve quem puder" e assim antecedendo as eleições de 2010 dentro do ninho tucano iniciou um embate entre o grupo do Serra contra o do Aecio Neves somando a "queda" da Direita.

Não bastando toda esta fragilidade o processo de esvaziamento do DEM segue acelerando e assim quebrando a legenda que reuni a maior parte da extremadireita brasileira;

O novo desenho político do Palácio dos Bandeirantes, segundo observadores da cena política paulista, é uma articulação do governador Alkmin para tentar conter a debandada para o partido criado para abrigar parte da direita insatisfeita com as atuais legendas. O PSD, de Gilberto Kassab, já arrebanhou parlamentares do DEM, do PPS e do PSDB. O PSD já nasce com o apoio do vice-governador, Guilherme Afif Domingos. A opção custou a Afif o comando da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e, aparentemente, perde espaço no governo, embora a proximidade dele com os principais líderes da direita facilite o trânsito político na busca de novos nomes para a legenda em formação. ( ultimo paragrafo 28/4/2011 13:39, Por Redação - de São Paulo)

CNPIR aprova criação de comissão permanente de juventude negra

Nos dias 13 e 14 de abril, durante a 5º reunião extraordinária do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) em Brasília, foi apresentada resolução para a criação da comissão permanente de juventude negra no âmbito do CNPIR.

A resolução apresentada foi construída em encontro realizado no último dia 8 de abril, em Brasilia, por membros da Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas (SPAA) da Seppir, Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), Secretaria de Direitos Humanos (SDH) e Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) – representando o poder público – e por jovens dirigentes de organizações da sociedade civil que tratam dos direitos da juventude negra.

A comissão terá como atribuições subsidiar o CNPIR na formulação e na implementação de metas e prioridades para aplacar o alto grau de vitimização da juventude negra, assim como monitorar e avaliar as políticas públicas que impactam direta ou indiretamente esta juventude.

Tratará também da produção de estudos, análises e pesquisas, além da apresentação de relatórios, pareceres e recomendações ao CNPIR nas áreas de interesse da juventude negra brasileira. A comissão permanente de promoção e direitos da juventude negra trabalhará com centralidade na criação do Plano Nacional de Combate à Mortalidade Juvenil Negra.

Segundo o conselheiro Cledisson Junior, a criação da comissão é avaliada como um significativo avanço no processo de consolidação do controle social e no comprometimento do poder público quanto às políticas públicas para a juventude negra, especialmente quando 2011 é dedicado pela ONU como o ano internacional das populações afrodescendentes e teremos a realização do III Encontro de Negros, Negras e Cotistas da UNE (ENUNE), do II Encontro Nacional da Juventude Negra (ENJUNE) e a II Conferência Nacional de Políticas Públicas para a Juventude.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

download Livros

1. BIBLIOTECAS VIRTUAIS

->BVS - Biblioteca Virtual de Saúde: http://www.bireme.br

->Capes - Portal Periódicos acesso livre: http://acessolivre.capes.gov.br

->Domínio Público: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp

->Biblioteca Serviço Social http://www.assistentesocial.com.br/biblioteca.php

2 .TEXTOS E LIVROS

2.1 de Karl Marx e Friedrich Engels

a. Manifesto do Partido Comunista

b. A Ideologia Alemã

2.2 Outros

a.Para comprender la revolucion bolivariana

3. Video Aula

Portal das video Aulas: http://www.portaldasvideoaulas.com.br/

CFESS lança material comemorativo ao Dia do/a Assistente Social


A pouco menos de um mês do Dia do/a Assistente Social, o CFESS lança o material alusivo ao 15 de maio. A temática de 2011 é: "Serviço Social: compromisso de classe por uma sociedade emancipada".

Além das peças normalmente produzidas, como cartaz, marcador de página, adesivo, outdoor e busdoor (mídia em ônibus), enviados para os CRESS fazerem a distribuição e reprodução, o CFESS, pelo segundo ano segundo seguido, produziu um VT de 15 segundos para ser veiculado em televisão. A ideia é dar visibilidade à profissão no meio de comunicação de maior abrangência no país. No ano passado, o vídeo produzido foi assistido por mais de 8 mil pessoas no You Tube, e diversos CRESS fizeram a veiculação do mesmo em emissoras regionais.

Em breve, um CFESS Manifesta especial da data será divulgado.

Assista ao vídeo

Baixe as peças comemorativas

Tema destaca luta da categoria
Além de celebrar os 18 anos do Código de Ética e da Lei de Regulamentação Profissional, o tema das comemorações de 2011 ressalta um dos mais ousados e corajosos compromissos ético-políticos da categoria: a opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação, exploração de classe, etnia e gênero.

Segundo a presidente do CFESS, Ivanete Boschetti, a emancipação a que a temática se refere não se limita à emancipação política, embora a socialização da política e a radicalização da democracia sejam princípios fundamentais que devem orientar a elaboração de estratégias de resistência e mediar as lutas sociais em defesa de uma sociedade não mercantil. "A sociedade emancipada que defendemos é esta à qual se refere o Código de Ética Profissional: uma sociedade em que homens e mulheres sejam livres e emancipados/as de relações sociais que transformam a força de trabalho em uma mercadoria subjugada pelo capital. Defendemos uma sociedade fundada na igualdade real e substantiva, como condição necessária para o pleno desenvolvimento da subjetividade, da liberdade e da diversidade humana", explica.

Divulgação em âmbito nacional
Os CRESS já estão recebendo os materiais comemorativos para distribuição em suas regiões. E para ampliar a visibilidade da data, o CFESS convida toda a categoria a fazer o download do material, imprimir e colocar em seus postos de trabalho, como foi feito com as peças referentes à Lei das 30 horas.

Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Atitude Crítica para Avançar na Luta – 2008/2011
Comissão de Comunicação

fonte:
CFESS


segunda-feira, 25 de abril de 2011

FALE - 22º Forum Acadêmico de Letras 2011


O FALE, Fórum Acadêmico de Letras, é um evento promovido pela ANPGL, Associação Nacional de Pesquisa na Graduação e Letras, que a cada ano acontece em uma Universidade, tendo como objetivo traçar metas de pesquisa para o aluno da graduação em Letras. Neste ano, realiza-se em parceria com o GEPEC – Grupo de Pesquisa em Poética Brasileira Contemporânea (UNIR Vilhena). O FALE é um espaço para a socialização da pesquisa como processo constitutivo do saber adquirido na Universidade. Desse modo, o Fórum estabelece com a Universidade um caráter de permanente discussão a respeito dos modos de transmissão de conhecimento, tendo como prioridade a inserção do acadêmico desde a graduação no universo da pesquisa. Daí, as conferências e mesas-redondas acontecerem em torno das políticas e experiências de pesquisa. E, nestas, tanto professores como acadêmicos são convidados a traçarem, juntos, planos que fomentem a ideia de produção científica contínua e independente de auxílios. Um dos objetivos principais é acabar com a distinção entre aluno pesquisador e não-pesquisador, de modo que o tripé ensino, pesquisa e extensão seja indissociável na formação do estudante de Letras. No FALE, todas as oficinas são “oficinas de pesquisa”, o que significa dizer que as discussões das áreas passam pela criação e/ou desenvolvimento de um projeto de pesquisa por cada participante.

PROGRAMAÇÃO DO 22º FALE
(A programação ainda pode sofrer alterações)
23 de junho
Manhã
7h30 – Entrega de material
8h – Abertura
10h – Conferência de abertura: “O que querem os estudantes se querem ser professores” – Natalia Verónica García Flores (Tegucipalga – Honduras)

Tarde
14h – Oficinas de pesquisa
16h40 – Sessão de comunicações 1

Noite
19h – Mesa-redonda “Políticas de pesquisa na graduação”
Profª Drª Maria Ivonete Barbosa Tamboril – Pró-reitora PROPESQ (UNIR)
Profª Drª Maria de Lourdes Faria dos Santos Paniago (UFG)
Profª Drª Marinalva Vieira Barbosa (UFTM)

24 de junho
Manhã
8h – Conferência (título a definir)
Profª Drª Yolanda Guillermina López Franco (México)
10h – Mesa-redonda “Experiências discentes de pesquisa na Universidade”
Daiane Duarte Santos (ANPGL-UNEMAT)
Dinalva Barbosa da Silva (UNIR)
Marcelo Dias (USP)
Thaís Carolina da Silva (USP)

Tarde
14h – Oficinas de pesquisa
16h40 – Sessão de comunicações 2

Noite
19h – Conferência (título a definir)
Prof. Dr. Aguinaldo José Gonçalves (UNESP/UNIR)
20h30 – Assembleia da ANPGL
21h30 – Programação cultural
25 de junho
Manhã
8h – Sessão de comunicações 3
9h30 – Mesa-redonda “Experiências docentes de pesquisa na graduação”Prof. Dr. Marcio Renato Pinheiro da Silva (UFRN)
Prof. Dr. Thomas Massao Fairchild (UFPA)
Profª Ms. Vanessa Faria (UNEMAT)

Tarde
14h – Oficinas de pesquisa
16h – Conferência de encerramento “Só se ensina e só se aprende, pesquisando: o papel da pesquisa no ensino de graduação” – Prof. Dr. Antonio Joaquim Severino (USP)


Fonte: Fale

domingo, 24 de abril de 2011

O que é a ExNEL?


A Executiva Nacional dos Estudantes de Letras (ExNEL) é a entidade que representa @s estudantes de Letras no Brasil. A ExNEL organiza anualmente o Encontro Nacional dos Estudantes de Letras (ENEL), que possui em sua Plenária Final o maior fórum de deliberação do Movimento dos Estudantes de Letras (MEL)

Além do ENEL, a executiva organiza encontros regionais (cinco por ano, um em cada região), encontros estaduais, os conselhos de entidades (Centros e Diretórios Acadêmicos), o CONEL (Conselho Nacional dos Entidades de Letras) e os conselhos regionais.
A entidade busca, por seus encontros e fóruns, organizar os estudantes nacionalmente, chamá-los a discutir pautas específicas e se organizar na luta por uma universidade publica, de qualidade, e poder fazer da sociedade um lugar melhor, para os estudantes de Letras e todos os indivíduos.

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fonte: ExNEL

Dados de pesquisa confirmam que negros são as maiores vítimas de homicídios

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgou, nessa terça-feira (19), o Relatório Anual das Desigualdades Sociais. O documento aponta que, embora os homicídios estejam estáveis no País nos últimos anos, entre negros o número disparou. A realidade no Estado não é muito diferente, já que o número de homicídios praticados contra negros, principalmente jovens, é classificado como extermínio.

O relatório da UFRJ aponta que a probabilidade de um homem negro ou pardo ser vítima de homicídio é mais de duas vezes maior que de um homem que se declara branco. A pesquisa foi realizada a partir de dados do Ministério da Saúde e da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad), computados até 2007.

No Espírito Santo, a situação não difere da do resto do País. A falta de políticas sociais de inclusão acaba por marginalizar o jovem negro. Nos oito anos de governo Paulo Hartung (PMDB), o inves timento em políticas sociais foi ínfimo e as leis que instituem a Política de Promoção da Igualdade Racial e a que cria o Conselho Estadual de Juventude não saíram do papel.

Durante todo esse período, o jovem, principalmente negro e de periferia, não era visto como vítima e sim como opressor. Quase a totalidade de jovens negros ainda é considerada marginal, por isso é preciso desenvolver políticas públicas, sociais e de trabalho para que esses jovens sejam recolocados no mercado de trabalho e, consequentemente, caia o número de homicídios que os atinge.

Segundo dados divulgados pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Observatório de Favelas e Unicef, mais de 33,5 mil jovens de 12 a 18 anos estão marcados para morrer violentamente no período empreendido entre 2006 e 2012, caso os índices de violência no Brasil não se reduzam nos próximos anos. Ainda de acordo com os estudos, a média de adolescentes assassinados no País ant es de completarem 19 anos é de 2,03 para cada grupo de mil.

Dados do Fórum Estadual da Juventude Negra (Fejunes) apontam que 85% dos jovens mortos no Estado em 2010 foram negros, o que demonstra que os programas voltados para o social devem levar em conta esse recorte racial que reforça a existência de um grupo prioritário.

A lei que institui a Política Estadual da Juventude foi aprovada no Estado, mas até o momento não houve vontade política para que ela fosse regulamentada e implementada. O projeto de criação do Conselho Estadual de Juventude (Cejuve) foi aprovado pelo plenário da Assembleia, mas foi vetado pelo governador Paulo Hartung e, ao ser devolvido para o Legislativo, devido à pressão popular, o veto foi derrubado e o Conselho criado sob a Lei Estadual n° 8.594/07.

No entanto, o Cejuve não foi instituído e está engavetado desde 2008 na Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento e Assistência Social (Setades). Há cer ca de três anos foi formado um grupo de trabalho a partir da I Conferência Estadual da Juventude, que construiu uma minuta de decreto regulamentando o conselho. Ela foi enviada à Setades, que ainda assim não implementou o Cejuve, tampouco deu resposta aos movimentos sociais sobre a tramitação da matéria.

fonte:SeculoDiario

Manual da Cidadania


Nesta página o visitante do site do MPD encontra uma lista de perguntas e respostas relacionadas à cidadania, Estado Democrático de Direito, direitos humanos e temas afins. É um panorama didático e rápido para quem deseja conhecer um pouco mais a Constituição Federal brasileira.

QUAL É O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO?
São vários. Defender a ordem jurídica e o regime democrático. Exercer em nome do Estado a ação penal pública, promovendo em Juízo as responsabilidades criminais dos autores de crimes. E também promover o arquivamento das investigações ou pedir a absolvição de acusados, quando for o caso. Além disso, proteger interesses da coletividade na esfera civil, sociais e individuais indisponíveis, como por exemplo, o patrimônio público, meio ambiente, habitação e urbanismo, saúde pública, infância e juventude, consumidores, idosos, pessoas com deficiência e índios, entre outros. Além disso, controlar externamente a atividade da Polícia e atuar como fiscal da aplicação da Lei, em processos civis individuais, como os mandados de segurança e na área de família ou cível, sempre que houver interesse público. Não integra formalmente nenhum dos três poderes, sendo instituição permanente e essencial à função jurisdicional do Estado.

O QUE É SOBERANIA?

Soberania é o poder exercido pelo Estado em nome do povo de forma independente e de acordo com as leis. O poder vem do povo que, por meio das eleições diretas, escolhe os seus representantes.

MINHA CASA PODE SER INVADIDA POR ALGUMA AUTORIDADE?
Ninguém, nem mesmo autoridades, pode entrar nos apartamentos ou nas casas, e mesmo nos quintais, sem a permissão do morador. A regra pode ser quebrada em casos de perseguição a criminosos flagrados durante o crime, desastres, para que o socorro possa ser prestado, ou por determinação judicial, que deve ser cumprida durante o dia. Fora dessas hipóteses, a violação do domicílio é crime.

VOCÊ SABE O QUE É O PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO?
O princípio do contraditório é um dos pilares do processo penal moderno. É uma ferramenta da ampla defesa que obriga que as duas partes envolvidas no processo sejam ouvidas e deve estar presente durante todo o processo. É uma garantia da Constituição que permite: contrariar a acusação, requerer a produção de provas, acompanhar a produção das provas e a elaboração de perguntas pertinentes; falar sempre depois da acusação, manifestar-se sempre e recorrer quando inconformado.

E O QUE SIGNIFICA O PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA?
O Estado deve dar ao acusado a ampla defesa, obrigando quase sempre a presença de um advogado ou de um defensor público. O princípio do contraditório faz parte da ampla defesa e a ordem natural do processo deve ser obedecida, ou seja, a defesa deve sempre falar depois da acusação, a não ser que haja uma contra-razão de recurso (quando quem está se defendendo entra com um recurso contra outro recurso).

QUAL É O OBJETIVO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA?
Trata-se de um modo de humanizar a pena, sem deixar de aplicá-la. Na prática, o juiz deve levar em conta, além das regras, o ser humano e a história que estão sendo julgados em concreto.

POR QUE A PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA É IMPORTANTE?
Até que se prove o contrário, ninguém é culpado. E a prova tem que ser feita até a sentença transitar em julgado. Ou seja, até todos os recursos possíveis terem sido julgados, o réu não pode ser considerado culpado, ainda que esteja preso.

POR QUE RAZÃO ALGUÉM PODE SER PRESO?
Uma pessoa só pode ser presa se for pega em flagrante ou com um mandado de prisão, exceto em casos de infração ou crime militar.

QUANDO O HABEAS CORPUS É CONCEDIDO PELO JUIZ?
Quando alguém tiver o direito de ir e vir ameaçado por meio do abuso de poder da autoridade.

PARA QUE SERVE O MANDADO DE SEGURANÇA?
É uma ação constitucional que visa garantir os direitos individuais dos cidadãos beneficiados pelos direitos fundamentais, provados com documentos autenticados. O mandado de segurança é dado para que as pessoas se defendam de atos ilegais ou praticados com abuso de poder e é uma ferramenta muito importante para a manutenção da liberdade civil e liberdade política.

QUE EFEITOS TEM O HABEAS DATA?
Possibilita ao cidadão o acesso às informações do Poder Público e instituições, públicas ou privadas.

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM AÇÃO POPULAR?
A ação popular existe para que o cidadão preserve o patrimônio público, a moralidade administrativa, o meio ambiente e o patrimônio histórico e cultural. Para mover uma ação popular basta ser cidadão brasileiro
.

Primeiro Boletim Gênero e Raça no Mundo do Trabalho - OIT


o Primeiro Boletim "Gênero e Raça no Mundo do Trabalho", que traz notícias sobre o Programa de Promoção da Igualdade de Gênero e Raça no Mundo do Trabalho da OIT Brasil. No primeiro número, acompanharemos a missão realizada pela OIT Brasil a Angola. A cada seis meses, um novo número do boletim será lançado.

sábado, 23 de abril de 2011

"Amor e Revolução" também na internet


SBT disponibilizou em seu site capítulos e depoimentos da novela que trata da ditadura militar.

A temática da ditadura militar nunca se esgotará e os abusos de um regime de exceção que atrasou significativamente o desenvolvimento do Brasil terão sempre espaço para ser denunciados. A mais recente prova disso é o sucesso de "Amor e Revolução", do escritor Tiago Santiago e produzida pelo SBT. No ar há mais de duas semanas, a novela obteve boa recepção por parte do público, não aliviando no retrato das torturas promovidas nos porões da ditadura e trazendo ainda mais realismo e profundidade ao tema com depoimentos de ex-prisioneiros.

O elenco é outro destaque e conta com diversas estrelas da teledramaturgia que haviam sido deixadas na berlinda por outras emissoras. A escalação de veteranos, porém, não significa que tanto a linguagem quanto o formato sejam ultrapassados. O SBT, em atitude inédita, disponibiliza em seu site os vídeos de todos os capítulos e testemunhos apresentados até o último dia 14.

A iniciativa da emissora é louvável, uma vez que amplia a disseminação de todas as denúncias num formato mais palatável e romanceado do período obscuro que marcou a ditadura. Mais ainda, quebra com paradigmas importantes ao romper com a restrição de conteúdo que a velha mídia ainda tenta impor à comunicação.

"Amor e Revolução" vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 22h15. Confira abaixo os links para assistir a todos os capítulos já exibidos.

Capítulos

Estreia:
http://www.sbt.com.br/sbtvideos/media/?c=1767&id=2c9f94b62f21c77f012f27c14f2c039e

Capítulo 2:
http://www.sbt.com.br/sbtvideos/media/?c=1767&id=2c9f94b52f0e826c012f2ca0bd850c5d

Capítulo 3:
http://www.sbt.com.br/sbtvideos/media/?c=1767&id=2c9f94b42f2de0d9012f31e49ca40237

Capítulo 4:
http://www.sbt.com.br/sbtvideos/media/?c=1767&id=2c9f94b42f2de0d9012f37187b3c05e8

Capítulo 5: 11 abr 11
http://www.sbt.com.br/sbtvideos/media/?c=1767&id=2c9f94b42f2de0d9012f4878f1e20bab

Capítulo 6: 12 abr 1112/04/11
http://www.sbt.com.br/sbtvideos/media/?c=1767&id=2c9f94b42f2de0d9012f4f6654dc0f06

Capítulo 7: 13 abr 11
http://www.sbt.com.br/amorerevolucao/videos/Default.asp?id=2c9f94b42f55646f012f558f5627001f

Capítulo 8: 14 abr 11
http://www.sbt.com.br/amorerevolucao/videos/Default.asp?id=2c9f94b62f51621b012f56b48ba90262

Depoimentos:
Amelinha, Mª Amélia Teles
http://www.sbt.com.br/amorerevolucao/depoimentos/?c=150

Jarbas Marques
http://www.sbt.com.br/amorerevolucao/depoimentos/?c=152

Rose Nogueira
http://www.sbt.com.br/amorerevolucao/depoimentos/?c=153

Meganha Curió e Coronel Passarinho
http://www.sbt.com.br/amorerevolucao/depoimentos/?c=154

Ivan Seixas – 11 abr 11
http://www.sbt.com.br/amorerevolucao/depoimentos/?c=156

Criméia Almeida – 12 abr 11
http://www.sbt.com.br/amorerevolucao/depoimentos/?c=157

Julio Senra – 13 abr 11
http://www.sbt.com.br/amorerevolucao/depoimentos/?c=158

Francisco de Oliveira – 14 abr 11
http://www.sbt.com.br/amorerevolucao/depoimentos/?c=159