segunda-feira, 30 de maio de 2011

Conferencia de SAude

Pré-Conferência e Feira de Saúde no Calafate: moradores recebem e debatem serviços de saúde

O secretário de Saúde, Osvaldo Leal, abriu na tarde desta sexta-feira, 20, a primeira Pré-Conferência Municipal de Saúde de Rio Branco na Regional 5, realizada na praça do Calafate. Pelo menos 150 pessoas, entre moradores, lideranças comunitárias e gestores participaram dos debates que buscam melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS). Pela manhã, médicos, enfermeiros e agentes realizaram atendimento em saúde. Os dois eixos da pré-conferência são “acesso e acolhimento com qualidade – um desafio para o SUS” e “participação da comunidade e controle social”.



De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) as pré-conferências são espaços que permitem uma maior divulgação da Conferência Municipal de Saúde. A população é convidada a debater os problemas de saúde da sua comunidade e levantar dados primários para elaborar as diretrizes da política de saúde que serão discutidas nas conferências municipal, estadual e nacional.



A Conferência Municipal de Saúde está prevista para ser realizada nos dias 12, 13 e 14 de julho no Teatro Plácido de Castro. Objetivo geral é impulsionar, reafirmar e buscar na efetividade dos princípios e diretrizes do SUS garantido na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Saúde na perspectiva do fortalecimento da Reforma Sanitária.



Além disso, busca também avaliar o SUS e propor condições de acesso à saúde, ao acolhimento e à qualidade da atenção integral; definir diretrizes e prioridades para as políticas de saúde com base nas garantias constitucionais da Seguridade Social no marco do conceito ampliado e associado aos direitos humanos; e fortalecer o controle social no SUS, garantindo formas de participação dos diversos setores da sociedade em todas as etapas da 14ª Conferência Nacional de Saúde.



Ouvir a comunidade, de modo a aproximar o sistema da comunidade, é a marca gestão de Osvaldo Leal a frente da Semsa. “Estamos levando saúde e ouvindo a população”, sintetizou o secretário ao relatar os motivos que o levaram a convocar as pré-conferências de saúde, as quais começaram pelo Calafate e serão realizadas em todas as regionais de Rio Branco.



Feira de Saúde é o SUS cada vez mais perto da comunidade



O Segmento Rosângela Pimentel Figueira levou todas as suas atividades para a Feira de Saúde, juntamente com as áreas de técnicas da Secretaria Municipal de Saúde na realização de vários exames e procedimentos: PCCU, teste hanseníase, HIV, hepatite, glicemia, informação sobre métodos contraceptivo, saúde bucal, informação DST/Aids, orientação sobre o câncer de mama, aferição de pressão arterial, todas as vacinas, confecção do Cartão SUS, tabagismo, informação sobre combate à proliferação do mosquito transmissor da dengue, leishmaniose, zoonoses. Participaram também organismos como Ouvidoria, Humanização, Conselho Municipal de Saúde, Conselho Popular de Saúde (COPS).



“Toda a estrutura que é oferecida na saúde está na praça”, disse Durival Brito, coordenador do Segmento Rosângela Pimentel. Dois pediatras, quatro clínicos-gerais e um ginecologista realizaram as consultas. Se necessário, o morador agendava consulta no Hospital das Clínicas. O laboratório realizou dez exames. Cerca de 100 profissionais, além de parceiros ligados à Fundação Bradesco, Serviço Nacional do Comércio e a Central das Articulações das Entidades de Saúde (Cades) estiveram trabalhando para oferecer o melhor serviço àquela comunidade.



A CADES juntamente com suas entidades em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde estará apresentando em todas as regionais às atividades e atendimentos na área de saúde que são disponibilizados a população em geral.

A coordenadora da CADES, reforça a importância da gestão da saúde de ir até o usuário disponibilizando, apresentando os serviços que a população tem a sua disposição na rede municipal de saúde, e o mais importante é a abertura que esta sendo dada a comunidade de discutir os problemas de uma forma individualizada de cada regional.



Fotos: http://www.cades-acre.org/fotos/view/5.html




CALENDÁRIO DAS PRÉ-CONFERÊNCIAS

20 de maio - Regional 1 – Praça do Calafate

27 de maio - Regional 2 – Centro da Juventude (ao lado do Ginásio Coberto)
03 de junho - Regional 3 – Centro de Saúde Hidalgo de Lima
10 de junho - Regional 3 – CS Barral Y Barral
17 de junho – Regional 4 – Centro da Juventude do São Francisco
22 de junho – Regional 6 – CS Claudia Vitorino
30 de junho - Regional 7 – CS Eduardo Assmar



Fonte: www.riobranco.ac.gov.br

domingo, 29 de maio de 2011

Movimento LGBT Carta Aberta a Presidenta Dilma

Carta aberta à Presidenta Dilma Vana Rousseff

Querida presidenta Dilma,

No seu governo, ficamos felizes porque vinham se concretizando afirmações feitas na campanha e na posse. No dia 30/03/2011 houve a posse do Conselho Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), que é composto por 15 ministérios e 15 organizações da sociedade civil. Um avanço importantíssimo.

Ficamos mais felizes ainda com sua convocação no dia 18/05/2011, em conjunto com a Ministra Maria do Rosário, da II Conferência Nacional LGBT, a ser realizada nos dias 15 a 18 de dezembro de 2011.

Na semana do Dia Internacional (e Nacional) Contra a Homofobia, fomos recebidos por 12 ministérios de seu Governo, para tratar de questões LGBT.

Para relembrar, em discurso de posse Vossa Excelência afirmou:

"Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio e a censura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intransigente dos direitos humanos, no nosso País e como bandeira sagrada de todos os povos"

"o Brasil do futuro será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ele hoje. Do tamanho da participação de todos e de cada um... de todos aqueles que lutam para superar distintas formas de discriminação"

"Essa não será uma tarefa isolada de um governo, mas um compromisso a ser abraçada por toda a sociedade"

"A ação integrada de todos os níveis de governo e a participação da sociedade é o caminho para a redução da violência que constrange a sociedade e as famílias brasileiras".

No entanto, no dia 25 de maio recebemos a notícia desalentadora que V. Excia. suspendeu - sem ter consultado os Ministérios envolvidos, o próprio Conselho Nacional LGBT, ou outras pessoas diretamente envolvidas com o assunto - um trabalho árduo de pelo menos 537 pessoas de todas as regiões do país, conduzido por instituições de renome: a Pathfinder do Brasil, a ECOS – Comunicação em Sexualidade; a Reprolatina – Soluções Inovadoras em Saúde Sexual e Reprodutiva, e realizado durante 3 anos em parceria com o Governo Federal. O produto desse trabalho, o Kit do Projeto Escola Sem Homofobia, foi avalizado pelo Conselho Federal de Psicologia, UNESCO, UNAIDS, entre outras entidades de renome nacional e internacional.

O material do kit foi analisado pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, que faz a "classificação indicativa", e que deliberou que o material está apropriado para uso no Ensino Médio.

No dia 03 de maio, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (Procuradoria Geral da República) promoveu uma audiência pública intitulada "Avaliação dos programas federais de respeito à diversidade sexual nas escolas". A avaliação incluiu o kit de material do projeto Escola Sem Homofobia, e também concluiu que o mesmo está apropriado para uso no Ensino Médio: http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/informacao-e-comunicacao/informacao-e-comunicacao/eventos/direitos-sexuais-e-reprodutivos/audiencia-publica-avaliacao-programas-federais-respeito-diversidade-sexual-nas-escolas/audiencia-publica-dos-programas-federais-de-respeito-a-diversidade-sexual-nas-escolas

Afirmamos que não queremos "propaganda" de nossa ORIENTAÇÃO* sexual e nem de nossa identidade de gênero. Nunca pedimos isto. Todo mundo sabe que somos lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Querida presidenta Dilma... Esta carta não é chantagem. É uma reivindicação baseada nos compromissos afirmados por seu governo e baseada nas garantias fundamentais da Constituição Federal.

Como cidadãos e cidadãos brasileiros e brasileiras, queremos políticas públicas e legislações para acabar com a vergonha nacional do "HOMOCIDIO" Brasileiro... 3.448 assassinatos, segundo o Grupo Gay da Bahia.

Veja as outras cifras de pesquisas científicas:

60% dos/das LGBT Brasileiros/as já foram discriminados/as
20% dos/das LGBT Brasileiros/as já foram espancados/as
60% dos/das profissionais de educação não sabem lidar com LGBT
87% dos/das brasileiros/as têm preconceito contra LGBT.
40% dos adolescentes masculinos não querem nem saber de estudar com LGBT.

Estas e outras informações sobre discriminação e a violência contra a população LGBT estão disponíveis para consulta em : http://www.abglt.org.br/port/pesquisas.php , a saber:

• MEC/UNESCO - Diversidade Sexual na Educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas (2009)
• FIPE/MEC/INEP Estudo sobre ações discriminatórias no âmbito escolar (2009) - completo
• FIPE/MEC/INEP Estudo sobre ações discriminatórias no âmbito escolar (2009) - principais resultados
• Revelando Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência nas Escolas (2009)
• Pesquisa Fundação Perseu Abramo - 2008
• Pesquisa DataSenado PLC 122/2006
• Marcha del Orgullo y Diversidad Sexual - Santiago de Chile 2007
• Pesquisa 5ª Parada da Diversidade de Pernambuco - Recife 2006
• Pesquisa 9ª Parada do Orgulho GLBT - São Paulo 2005
• Marcha del Orgullo GLTTB - Buenos Aires 2006
• Pesquisa 9ª Parada do Orgulho GLBT - Rio de Janeiro 2004
• Pesquisa 8ª Parada do Orgulho GLBT - Rio de Janeiro 2003
• Pesquisa 8ª Parada do Orgulho GLBT - Belo Horizonte 2006
• UNESCO - Juventudes e Sexualidade

Ainda, em junho de 2010, foram publicados os resultados de uma pesquisa promovida pelo Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, referente à população gay. Embora o enfoque da pesquisa tenha sido a obtenção de informações sobre a epidemia da aids nesta população, outros dados relevantes também foram revelados, entre os quais destacamos que 51,3% dos entrevistados afirmaram ter sido discriminados no local de trabalho em função de sua orientação sexual

Presidenta Dilma, como mãe e como vovó, assista a esta vídeo do depoimento da Dona Angélica Ivo, uma mãe cujo filho Alexandre, de 14 anos, foi assassinado, vítima da homofobia.
http://www.youtube.com/watch?v=jj_Hfj2b1fQ
... triste né? Eu chorei muito.

Todos e todas contra a violência e a discriminação à comunidade LGBT neste país.

"Façamos da interrupção um caminho novo.
Da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sonho uma ponte, da procura um encontro." (Fernando Sabino)

Continuamos nosso diálogo.

Sangrando na luta (ainda) não morto.

Tudo que não nos mata nos fortalece (Nietzsche)

Nossa luta se estremeceu, mas com isto também nos fortaleceu e percebemos que temos que derrubar muito mais muros e construir muito mais pontes além do que já fizemos.

"Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme quem te adora a própria morte
Terra adorada!
Entre outras mil és tu Brasil, ó Pátria amada!" (Hino Nacional)

Parabéns Supremo Tribunal Federal - o principio da igualdade venceu. Orgulho do Brasil

Nós LGBT unidas e unidos sempre com aliados e aliadas contra homofobia individual, social e institucional.

Queremos a aprovação imediata de uma lei que criminalize a homofobia. A base aliada é ampla. A senhora pode nos ajudar muito sim. Com certeza será mais fácil que o código florestal.

Queremos o investimento de recursos em todos os Ministérios para que as 600 propostas da 1ª Conferência acional LGBT saiam do papel, e o descontingenciamento já de todas as emendas destinadas às ações de proteção e garantia da cidadania da população LGBT (accountability now).

Queremos que os órgãos do Governo Federal implantem imediatamente as 166 ações do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT.

Queremos que haja registro oficial nos Boletins de Ocorrência e Laudos dos IML sobre a violência e discriminação contra a população LGBT. Para ter políticas de combate a este fenômeno, há de ter estatísticas oficiais. O governador Sérgio Cabral pode colaborar muito.

Queremos que seja cumprido o artigo 19, inciso I, da Constituição Federal, bem como o Decreto nº 4.496, de 04 de dezembro de 2002, que estabelecem a Laicidade do Estado, além de garantir o respeito a todas as religiões, qualquer seja sua denominação, e o respeito aos ateus e às ateias.

Além do kit Escola Sem Homofobia, queremos um grande kit "Sociedade Sem Homofobia". Queremos uma Campanha Nacional do Governo Federal contra a Homofobia. Queremos uma campanha contra o bullying e contra toda e qualquer forma de discriminação

Isto posto, estamos convocando as organizações LGBT, as afiliadas da ABGLT - assim como as organizações e pessoas parceiras e aliadas - para, juntos e juntas, no mês de junho - em que se comemora o Dia Nacional e Internacional do ORGULHO LGBT, fazermos uma mobilização nacional em todas as capitais e cidades, iniciando em São Paulo com a maior Parada LGBT do mundo, denunciando a situação da discriminação e violência contra a comunidade LGBT brasileira. E com todos os casais homoafetivos registrando suas uniões estáveis, em pé de igualdade com seus pares heterossexuais. Viva os 11 Ministros do STF!

"Hasta la Victória siempre". Que a "Sierra Maestra" da homofobia seja tomada pelo respeito à diversidade humana neste país.

Esse país tem justiça, que o diga os dez ministros do Supremo Tribunal Federal. A decisão do STF é o exemplo e o norte para o Executivo e o Legislativo. Agradecemos pelo apoio de seu Governo: nos dias 4 e 5 de maio, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União defenderam no Supremo Tribunal Federal o reconhecimento da igualdade de direitos dos casais homoafetivos e a Ministra da Secretaria de Direitos Humanos e membros de sua equipe acompanharam a votação pessoalmente.

Que a CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 seja cumprida em todos seus artigos, principalmente o artigo 3º: Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária (inclusive para pessoas LGBT)...
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (inclusive para pessoas LGBT).
e o artigo 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (inclusive as pessoas LGBT).

Que derrubemos a Bastilha do racismo, machismo, patriarcado, obscurantismo, antissemitismo, fundamentalismo, fanatismo, a homofobia e a intolerância religiosa. Que tudo isto vá para o ralo da história.

Estamos abertos ao diálogo e à negociação, sempre.

País rico é um país sem pobreza, e também sem homofobia. Todos e todas contra a miséria social e intelectual.


Fraternalmente

Toni Reis

Conselheiro do Conselho Nacional LGBT
Agraciado pelo Prêmio de Direitos Humanos do Governo Federal em 2010
Professor
Especialista em Sexualidade Humana
Mestre em Filosofia
Doutorando em Educação
Presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (gestão 2010-2012).
Secretário do Conselho Diretor da ASICAL – Associação para Saúde Integral e Cidadania na América Latina e Caribe

segunda-feira, 23 de maio de 2011

As Inscrições do Enem Estão Abertas do dia 23/05 a 10/06 de 2011



O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), autarqia responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), acaba de divulgar as datas de inscrição para o exame deste ano: de 23 de maio, a partir de 10h até dia 10 de junho, às 23h59. As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet.
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As inscrições vão custar R$ 35. E, assim como nas outras edições, haverá isenção do pagamento da tarifa para alunos que terminam o ensino médio em rede pública.

As provas deste ano serão nos dias 22 e 23 de outubro.

Algumas regras seguem as mesmas no Enem 2011: estão proibidos o uso de lápis e borracha na prova e os inscritos não poderão portar relógio e celular.
Enem 2012

Também foi divulgado o final de semana em que será realizada a primeira prova do Enem em 2012 -- dias 28 e 29 de abril. Segundo Malvina, haverá pelo menos duas edições do Enem no próximo ano e acrescentou: "eu sublinho o pelo menos".

Questionada se, para 2013, o Inep já planejava três ou mais edições, ela respondeu que o desejo é fazer mais de duas, mas que "primeiro é preciso [consolidar] o banco de itens". O banco de itens é um conjunto de questões testadas de acordo com as diretrizes curriculares e a TRI (Teoria de Resposta ao Item).

A presidente do Inep, Malvina Tuttmam, afirmou que o objetivo primordial do Enem está mantido: "Sua finalidade maior continua, [ele] avalia o desempenho escolar e acadêmico do [estudante do] ensino médio, porém com sua qualificação constante passa a ser usado também para outras formas [de avaliação, como ingresso no ensino superior]".

Depois dos problemas das últimas edições, a presidente do Inep disse acreditar que haverá mais segurança nesta edição como resultado da parceria do instituto com a empresa Módulo para atuar na gestão de risco e com o Inmetro para certificar os trabalhos de impressão da gráfica, que será a mesma.


Faça Inscrição: Mec

UFAC IGNORA ESTUPRO DE ESTUDANTE

Fonte: blogue do Altino

Após mais de 12 horas do estupro de uma estudante, no campus da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, o vice-reitor Pascoal Muniz disse por telefone ao Blog da Amazônia que não tinha conhecimento do crime.


O vice-reitor estava num carro a caminho de Brasiléia, na fronteira com a Bolívia. Ele acrescentou que não poderia desistir da viagem.

- Não estou sabendo de nada sobre esse estupro que você está relatando. Infelizmente a reunião em Brasiléia é muito importante e já estou distante quase 20 quilômetros Rio Branco - acrescentou Pascoal Muniz.

A estudante da Ufac foi estuprada no final da tarde desta quinta-feira (19). Ela esperava o namorado num ponto de ônibus quando um homem se aproximou e apontou uma arma para a cabeça dela.

Sozinha, a acadêmica foi obrigada a entrar num carro e levada para outro local entro do campus. Após ser espancada e esturrada, a jovem pediu socorro a outras estudantes.

A jovem recebeu atendimento no Pronto Socorro, mas, a pedido da família, foi transferida para uma clínica particular. A família ainda não procurou a Delegacia da Mulher para registrar o crime.

Acadêmicos de vários cursos estão percorrendo as salas de aula convocando os colegas para um protesto contra a falta de segurança no campus.

Dois professores da Ufac relataram que na semana passada uma estudante teria sido vítima de tentativa de estupro no campus. A segurança no local se limita a três homens, na entrada do campus, que apenas observam a entrada e saída de carros e pessoas.

Jovens recebem orientações sobre gravidez precoce, aborto e DSTs

Programa busca mostrar, de forma educativa e dinâmica, formas de prevenção no ato sexual



O bate papo com os alunos foi ministrado por colaboradores do Grupo de Gestão Estudantil (GGE) que está ligado à Saúde de Prevenção na Escola (Foto: Assessoria Sesacre)


Na quinta-feira, 19, o Programa Saúde na Escola, uma parceria das Secretarias Estaduais de Saúde e Educação, realizou palestras para os alunos do ensino médio da Escola José Ribamar Batista, no auditório da instituição para os turnos matutino e vespertino.

O bate papo com os alunos foi ministrado por colaboradores do Grupo de Gestão Estudantil (GGE) que está ligado à Saúde de Prevenção na Escola, parceria entre o Ministério da Saúde e Educação, e que visa orientar os jovens para que eles sejam multiplicadores da informação.

Os três palestrantes - João Paulo, Esdras Saraiva e Fernando Moresco – abordaram de forma dinâmica e interagindo com o público, temas como gravidez precoce, aborto e DSTs. Também houve apresentação de vídeos que relatam depoimentos de adolescentes que ficaram grávidas e sobre a importância do uso de preservativos.

Segundo a coordenadora do GGE, Maria do Carmo, as reuniões são feitas frequentemente para que haja um acompanhamento de forma que os colaboradores possam dar continuidade aos trabalhos. “A cada 15 dias realizamos um encontro para poder traçar metas de como abordar os adolescentes e criar as formas de exposição de materiais explicando como se prevenir no ato sexual”, explica.

“Tratamos de seis temas – drogas e álcool, sexualidade, gravidez precoce, homofobia, raça e etnia e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). O programa dá apoio e orienta aqueles que conhecem ou são usuários de drogas, bem como as consequências no uso de entorpecentes, também pessoas que sofrem algum tipo de preconceito, para que eles possam aprender com o grupo e passar a outros jovens as informações de como enfrentar as dificuldades e superá-las”, enfatiza Maria do Carmo.

O palestrante João Paulo falou de sua experiência nessas ações com o grupo. “Essa é a quarta palestra em que participo. Percebo que muitos jovens não sabem como agir quando tem uma pessoa próxima e que é soropositiva ou é usuário de entorpecentes. Nesses encontros o jovem aprenda a lidar com esse tipo de situação sem preconceito ou até mesmo a procurar uma orientação médica”, comenta João.

Para a estudante do 2º ano Lucinéia Castro Freitas é mais fácil falar desses assuntos com outros jovens da mesma idade. “Acho uma forma muito legal que os palestrantes do GGE encontraram para falar de coisas que são da nossa realidade, que está do nosso lado e simplesmente não ligamos. Eu mesma tenho uma amiga que teve uma gravidez indesejada e os pais ao saberem a expulsaram de casa. Com as informações sabemos como apoiá-la e orientá-la. Outros jovens também, depois de verem as experiências, passam a tomar mais cuidado, sabem como se prevenir”, diz.


domingo, 22 de maio de 2011

Eleições da DCE/UFAC - #Vote Chapa 03

Estamos em processo de eleição do DCE-UFAC ( Diretório Central dos Estudantes) estamos fazendo campanha e pedindo o seu voto para a Chapa 03 - Da Unidade Vai Nascer a Novidade

POR QUE A CHAPA 3?

No dia 7 de junho, a comunidade acadêmica vai escolher os representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Será mais uma oportunidade para debatermos os nossos problemas, nossos anseios e reivindicarmos nossos direitos de estudantes.

Desde o começo deste ano, um movimento de universitários de vários cursos vinha discutindo formas para construir uma via que pudesse abraçar as causas de todos os acadêmicos, que são muitas.

Atualmente, os estudantes não têm voz dentro da universidade. Eles precisam de um DCE mais atuante e que esteja próximo dos debates que são travados pelos alunos.

Por isso nasceu a Chapa 3, da “Da unidade vai nascer a novidade”, composta por universitários de diferentes cursos, de diferentes ideologias e opiniões, mas que se unem por um objetivo comum: conquistar uma UFAC de qualidade!

Reivindicações

Contratar e convocar novos professores

Construção da casa do estudante e da creche universitária

Priorizar estudantes carentes em bolsas e aumentar número de contemplados

Criar laboratórios de informática com acesso gratuito à internet

Exigir mais qualidade no cardápio e pontualidade no atendimento do RU

Mais segurança no campus universitário

Mais transparência na administração da Ufac

Mais pontualidade e qualidade na frota dos ônibus

Mais higiene, limpeza e reforma na estrutura física dos blocos

Interiorização dos cursos para dar acesso aos estudantes dos municípios

Renovar acervo de livros da biblioteca

Propostas

Incentivar e ajudar na criação dos Centros Acadêmicos dos cursos

Eventos culturais e esportivos com mais freqüência

Organizar e realizar o Festival Cultural Universitário

Apoiar projetos acadêmicos, pesquisas, intercâmbio e semanas dos cursos

Fazer debates e seminários sobre os problemas dos cursos

Reativar a Rádio DCE

Proporcionar projetos de interação com os alunos de toda a universidade (olimpíadas, viagens, passeios, festas e congressos estudantis, etc.)

Portal do DCE e utilização de redes sociais para aproximar estudantes e DCE

Utilização dos espaços ociosos da universidade

Chapa da Unidade Vai Nascer a Novidade

Coordenador-geral: Maria Mariana Moura (Direito)

Vice-coordenador: Jacson Queiroz (Inglês/Cruzeiro do Sul)

Coordenador de Organização: Giovanny Kley (Francês)

Vice-coordenador: Rebeca Paula (Ciências Biológicas)

Coordenador de Finanças: Renato Maranhão (História)

Vice-coordenador: Maria Mariana Motta (Português)

Coordenador de Imprensa e Divulgação: Jaidesson Peres (Português)

Vice-coordenador: Stael Moura (Jornalismo)

Coordenador de Assuntos Estudantis: Adão Silva (História)

Vice-coordenador: Bruno Vasconcelos (Inglês)

Coordenador de Esportes: Alexandre Gonçalves (Engenharia Elétrica)

Vice-coordenador: Maria Nascimento (Agronomia)

Coordenador de Interiorização: Maycon Souza (Pedagogia)

Vice-coordenadora: Maria Terezinha Lima (Português)

Coordenador de Cultura: Christian Morais (Artes Cênicas)

Vice-coordenador: Diego Silva (Filosofia)

Coordenador de Assistência Social: Aline Correia (Nutrição)

Vice-coordenador: Francisca Anastácia Silva (Francês)

Coordenador de Educação Ambiental: Luana Costa (Física)

Vice-coordenador: Gleice Meneses (História)

Video Educação Não e Fast Food

INTRODUÇÃO



Biblioteca



Prova e Avaliação


Carga Horária

Professor - Formação do Tutor

Estagio e Emprego

O que é Serviço Social

O que é o Serviço Social?

Resposta: O Serviço Social é uma profissão de nível superior e pode ser exercida somente por profissionais diplomados em instituições de ensino reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) e devidamente registrados no Conselho Regional de Serviço Social (CRESS). A pessoa que se forma no curso de Serviço Social é denominada de assistente social.
  • Quando surgiu o Serviço Social no Brasil?
Resposta: O Serviço Social surgiu a partir dos anos 1930, quando se iniciou o processo de industrialização e urbanização no país. A emergência da profissão encontra-se relacionada à articulação dos poderes dominantes (burguesia industrial, oligarquias cafeeiras, Igreja Católica e Estado varguista) à época, com o objetivo de controlar as insatisfações populares e frear qualquer possibilidade de avanço do comunismo no país. O ensino de Serviço Social foi reconhecido em 1953 e a profissão foi regulamentada em 1957 com a lei 3252.
A profissão manteve um viés conservador, de controle da classe trabalhadora, desde seu surgimento até a década de 1970. Com as lutas contra a ditadura e pelo acesso a melhores condições de vida da classe trabalhadora, no final dos anos 1970 e ao longo dos anos de 1980, o Serviço Social também experimentou novas influências: a partir de então, a profissão vem negando seu histórico de conservadorismo e afirma um projeto profissional comprometido com a democracia e com o acesso universal aos direitos sociais, civis e políticos (cf., dentre outros, Iamamoto e Carvalho, 1995; Netto, 1996; Pereira, 2008).

  • O que faz um assistente social?
Resposta: De acordo com a lei 8662/93, que regulamenta a profissão de Serviço Social, em seu artigo 4º, constituem competências do assistente social:

I - elaborar, implementar, executar e avaliar políticas sociais junto a órgãos da administração pública, direta ou indireta, empresas, entidades e organizações populares;

II - elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos que sejam do âmbito de atuação do Serviço Social com participação da sociedade civil;

III - encaminhar providências, e prestar orientação social a indivíduos, grupos e à população;

IV - (Vetado);

V - orientar indivíduos e grupos de diferentes segmentos sociais no sentido de identificar recursos e de fazer uso dos mesmos no atendimento e na defesa de seus direitos;

VI - planejar, organizar e administrar benefícios e Serviços Sociais;

VII - planejar, executar e avaliar pesquisas que possam contribuir para a análise da realidade social e para subsidiar ações profissionais;

VIII - prestar assessoria e consultoria a órgãos da administração pública direta e indireta, empresas privadas e outras entidades, com relação às matérias relacionadas no inciso II deste artigo;

IX - prestar assessoria e apoio aos movimentos sociais em matéria relacionada às políticas sociais, no exercício e na defesa dos direitos civis, políticos e sociais da coletividade;

X - planejamento, organização e administração de Serviços Sociais e de Unidade de Serviço Social;

XI - realizar estudos sócio-econômicos com os usuários para fins de benefícios e serviços sociais junto a órgãos da administração pública direta e indireta, empresas privadas e outras entidades.

Já o art. 5º da referida lei aponta as atribuições privativas do assistente social. Ou seja, somente o profissional de Serviço Social pode executar tais atribuições. São elas:

I - coordenar, elaborar, executar, supervisionar e avaliar estudos, pesquisas, planos, programas e projetos na área de Serviço Social;

II - planejar, organizar e administrar programas e projetos em Unidade de Serviço Social;

III - assessoria e consultoria e órgãos da Administração Pública direta e indireta, empresas privadas e outras entidades, em matéria de Serviço Social;

IV - realizar vistorias, perícias técnicas, laudos periciais, informações e pareceres sobre a matéria de Serviço Social;

V - assumir, no magistério de Serviço Social tanto a nível de graduação como pós-graduação, disciplinas e funções que exijam conhecimentos próprios e adquiridos em curso de formação regular;

VI - treinamento, avaliação e supervisão direta de estagiários de Serviço Social;

VII - dirigir e coordenar Unidades de Ensino e Cursos de Serviço Social, de graduação e pós-graduação;

VIII - dirigir e coordenar associações, núcleos, centros de estudo e de pesquisa em Serviço Social;

IX - elaborar provas, presidir e compor bancas de exames e comissões julgadoras de concursos ou outras formas de seleção para Assistentes Sociais, ou onde sejam aferidos conhecimentos inerentes ao Serviço Social;

X - coordenar seminários, encontros, congressos e eventos assemelhados sobre assuntos de Serviço Social;

XI - fiscalizar o exercício profissional através dos Conselhos Federal e Regionais;

XII - dirigir serviços técnicos de Serviço Social em entidades públicas ou privadas;

XIII - ocupar cargos e funções de direção e fiscalização da gestão financeira em órgãos e entidades representativas da categoria profissional.

  • Quais são os espaços ocupacionais em que o assistente social pode trabalhar?
Resposta: O profissional de Serviço Social pode atuar em instituições públicas federais, estaduais e municipais. Geralmente, a contratação ocorre, de acordo com preceitos constitucionais, através de concurso público. Contudo, nos anos 1990, com as inúmeras terceirizações no serviço público – como forma de precarizar o trabalho e reduzir custos – assistimos a formas diversas de contratação dos profissionais, através de cooperativas, “bolsas”, etc.
Outro espaço ocupacional é o setor privado, em empresas e Organizações Não-Governamentais (ONG’s). Nestes, a contratação ocorre através de seleções.
  • Quais são os principais campos de atuação do assistente social?
Resposta: O maior campo de atuação do Serviço Social é a Saúde. Outros campos também são bastante expressivos, como o campo Sócio-Jurídico e a Assistência Social. Temos ainda o campo da Educação, Habitação e Empresarial. O Meio Ambiente ainda é um campo pouco explorado em nossa área.

  • Qual é a legislação básica que deve orientar a ação profissional do assistente social?
Resposta: O assistente social deve orientar-se pela lei que regulamenta a profissão de Serviço Social (Lei 8662, de 7 de Junho de 1993, que dispõe sobre a profissão e dá outras providências) e pelo Código de Ética Profissional.
É imprescindível ainda o conhecimento da legislação social em vigor, de acordo com o campo de atuação do profissional (Saúde, Assistência Social, Previdência, Habitação, Educação, etc). Contudo, o estudo dos direitos sociais afirmados pela Constituição Federal de 1988 é um requisito básico, bem como as leis orgânicas que regulamentam a Carta Constitucional.
O Portal do Serviço Social disponibiliza os links para a legislação social largamente utilizada pelos profissionais de Serviço Social.
  • Quais são as entidades da categoria e quais são as suas funções?
Resposta: A categoria dos assistentes sociais conta com três entidades representativas:
a) Conjunto formado pelo Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e pelos Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS): regulamentado pela Lei 8.662/93 e objetiva disciplinar e defender o exercício da profissão de assistente social em todo o território nacional. Os CRESS são responsáveis pela fiscalização quanto ao cumprimento dos deveres dos profissionais registrados e obedecem à Política Nacional de Fiscalização do conjunto.
Anualmente há uma reunião do conjunto para a tomada de diversas deliberações relativas a ações da categoria profissional. As decisões podem ser acessadas nos relatórios dos Encontros Nacionais.
Para saber mais sobre o histórico do conjunto CFESS/CRESS, acesse: http://www.cfess.org.br/cfess_historico.php
b) Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS): criada em 1946, denominada então de Associação Brasileira de Escolas de Serviço Social (ABESS) e formada por três unidades de ensino preocupadas com a formação profissional em Serviço Social, que ainda engatinhava. Em 1998 passou a denominar-se ABEPSS, incorporando a dimensão de pesquisa (e não somente de ensino) em suas preocupações.
A ABEPSS é uma entidade civil de âmbito nacional sem fins lucrativos, com foro jurídico em Brasília, mas sua sede é itinerante, a cada dois anos, conforme mudança da Diretoria. É constituída pelas Unidades de Ensino de Serviço Social, por sócios institucionais colaboradores e por sócios individuais. Cabe ressaltar que nem todas as Unidades de Ensino de Serviço Social são filiadas à ABEPSS: portanto, a filiação depende de uma opção acadêmico-política, isto é, de identificação com as finalidades da ABEPSS.
O seu principal objetivo tem sido o de assegurar a direção político-pedagógica impressa nas Diretrizes Curriculares de 1996, essencial para possibilitar a formação de profissionais críticos e competentes.
c) Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social (ENESSO): É a instância representativa dos estudantes de Serviço Social em âmbito nacional e concentra-se em questões como a qualidade da formação profissional, os rumos da universidade brasileira, dentre outras. A ENESSO, além dos representantes nacionais, possui coordenações regionais. Realiza, anualmente, o Encontro Nacional dos Estudantes de Serviço Social, quando elege sua Diretoria (nacional e regional) e estabelece as diretrizes de trabalho para o ano seguinte.
O Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais (CBAS) é organizado pelas três entidades e ocorre a cada três anos.
  • Qual a média salarial do assistente social?

Resposta: Há pouco ou quase nada pesquisado sobre média salarial do assistente social. O salário depende da área de atuação, da experiência do profissional, assim como o tipo de empregador e a região em que está lotado, variando, portanto, bastante.
De acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a média salarial de um profissional de Serviço Social gira em torno de R$2.076,00

  • Há um piso salarial do assistente social?
Resposta: A categoria dos assistentes sociais não possui ainda legislação fixando o piso salarial. Historicamente, a categoria lutou pela fixação do piso em 10 salários mínimos.
Cabe ressaltar que se encontra atualmente em tramitação o projeto de lei (PL) 4022/2008 – que propõe a inclusão de artigo na Lei 8662/93 definindo o piso salarial de R$960,00, para uma jornada de 44 horas semanais, de autoria do deputado Jorge Maluly (DEM/SP). Este piso é extremamente baixo e tende a rebaixar ainda mais os salários pagos aos profissionais. Leia posição do CFESS sobre o PL4022/2008: http://www.cfess.org.br/arquivos/Informe_sobre_a_Posicao_do_CFESS_sobre_os_Projetos_de_Lei_.pdf
O CFESS por meio da Resolução 418/01 divulgou uma tabela referencial de honorários, objetivando fixar valores referenciais mínimos de remuneração para a atividade do assistente social. Mas é importante lembrar que esta tabela não se constitui legalmente como um piso salarial.
  • Qual a diferença entre Assistência Social, Serviço Social, Serviços Sociais, Assistente Social e Assistencialismo?
Resposta: Assistência Social: é uma política pública regulamentada pela Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS, assim definida na forma da lei:
Art. 1º A assistência social, direito do cidadão e dever do Estado, é Política de Seguridade Social não contributiva, que provê os mínimos sociais, realizada através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, para garantir o atendimento às necessidades básicas.
Serviço Social: é uma profissão regulamentada pela Lei Federal 8.662/93, que exige a graduação em Serviço Social em Unidade de Ensino Superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).
Assistente Social: é o profissional formado em Serviço Social.
Serviços Sociais: são serviços de atenção direta à população, públicos ou privados, com a finalidade de satisfazer necessidades sociais nas áreas de saúde, educação, reabilitação, assistência social, habilitação e saneamento, atenção especial a crianças e adolescentes, aos idosos, as pessoas portadoras de deficiências, entre outras.
Assistencialismo: é o oposto da política pública de Assistência Social. A política de Assistência Social é um DIREITO, isto é, todos que um dia dela necessitarem, poderão dela usufruir. Já as ações assistencialistas configuram-se como “doações”, que, não raro, exigem algo em troca: um exemplo são as famosas “doações” de cestas básicas, ligaduras em mulheres, os conhecidos “centros sociais” de parlamentares ou candidatos em troca de favores eleitorais.
Portanto, o assistente social – isto é, devidamente formado em Serviço Social – trabalha no campo da Assistência Social, prestando serviços sociais e participa no combate ao assistencialismo, através do fortalecimento dos direitos sociais na sociedade brasileira.

  • Qual o perfil do assistente social no Brasil?
Resposta: Em recente pesquisa (2005) sobre os “Assistentes Sociais no Brasil”, realizada pelo CFESS, traçou-se o seguinte perfil desta categoria: a profissão é composta majoritariamente por mulheres, com idade entre 35 a 44 anos, católica praticante, que se autodeclara branca, heterossexual e casada e, predominantemente, sem filhos ou com uma prole de dois filhos. A pesquisa confirma a tendência histórica de inserção do Serviço Social em instituições de natureza pública estatal. Nas relações de trabalho, prevalece a carga horária de 40 horas semanais de trabalho, seguida pela de 30 horas. Quanto à remuneração, há uma grande variação, na seguinte ordem de prevalência: 4 a 6 salários mínimos (SM), 7 a 9 SM, mais de 9 SM e até 3 SM.
Cabe ressaltar que, apesar da importância da pesquisa, a metodologia utilizada focou as entrevistas em assistentes sociais participantes do evento comemorativo ao dia do assistente social, em maio de 2004, o que já proporciona uma seleção em relação ao público entrevistado. Apontamos a necessidade de uma pesquisa em nível nacional, o que traçará um perfil mais fidedigno da profissão (cf. Pereira, 2008).

  • Quais os símbolos do Serviço Social e o que eles significam?
Resposta: Turmalina Verde: Pedra Brasileira singela por excelência, ninguém procura falsificá-la. Simboliza a esperança e a sinceridade.
Estrela dos Reis Magos: Lembra num mesmo facho, a suprema caridade do redentar e o elevado ideal dos Reis Magos que, segundo e na renúncia dos próprios bens e comodidade encontrou a LUZ. Simboliza o espírito de fraternidade universal e de sacrifício pelo bem dos homens.
Balança com a Tocha: Exprime o caráter da justiça social; mais moral que jurídica, à punição do que erro, preferindo a redenção. Simboliza que pelo amor e pela verdade tudo pode ser removido (Trecho extraído integralmente da página do CFESS).
  • O que é preciso para atuar como um Assistente Social?
Resposta: Para exercer a profissão de Serviço Social é necessário concluir a graduação em Serviço Social em unidade de ensino cujo curso tenha sido oficialmente reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) e proceder à inscrição no Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) de sua região.
Caso você encontre alguém intitulando-se assistente social sem a devida formação, é necessário que faça uma denúncia ao CRESS, pois o Serviço Social, infelizmente, ainda é muito utilizado para práticas clientelistas, assistencialistas e eleitoreiras. O assistente social, ao assinar documentos, pareceres, etc, deve registrar o número de sua inscrição no CRESS.

  • Como faço o registro no CRESS?

Resposta: O registro no Conselho é requisito estabelecido pela Lei de Regulamentação Profissional como condição para a habilitação ao exercício da profissão de Serviço Social. Trabalhar sem registro constitui, portanto, ilegalidade.
Para informar-se sobre a documentação e os procedimentos necessários ao registro profissional, contate o CRESS de sua região.


fonte: http://www.cressdf.org.br

Educação Não e Fast Food

Já imaginou trocar suas refeições por um lanche rápido durante quatro anos? É exatamente isso que ocorre com quem escolhe o ensino de graduação à distância em Serviço Social.

A campanha Educação não é fast-food pretende mostrar essa realidade, comparando as aparentes facilidades do ensino à distância com um lanche rápido, mas pouco nutritivo. A agilidade desses cursos só pode ser garantida porque a graduação é realizada em condições precárias, como mostram os lanches usados na campanha. Com isso, professores e tutores não têm como assegurar as diretrizes curriculares do ensino, nem uma formação de qualidade.

Desde 2000, as entidades representativas dos assistentes sociais têm se reunido para debater as mudanças no ensino superior que levam à precarização da formação. É nesse sentido que o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), os Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS), a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS) e a Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO) vêm a público defender a democratização do ensino, com garantia de qualidade na formação de profissionais capacitados para intervir na realidade brasileira, defendendo direitos e executando políticas para combater as desigualdades.

Desde o ano 2000, essas entidades vêm mantendo uma posição crítica à mercantilização do ensino, que faz com que a educação não seja assegurada como um direito, mas como um produto comercializado no mercado.

Por isso, as posições assumidas não são individuais, mas resultado de um processo coletivo, fóruns de debate, documentos e manifestações, além de teses e publicações que expressam significativo acúmulo sobre o assunto. Assim, não são posicionamentos e atitudes políticas e institucionais fundadas no desconhecimento, na discriminação e no preconceito, e menos ainda são dirigidas aos estudantes e trabalhadores do Ensino à Distância. Na verdade, a campanha marca nossa discordância com a política brasileira de ensino superior e com a expansão que não garante o acesso democrático ao ensino, tampouco assegura sua qualidade.

O Conjunto CFESS-CRESS, a ABEPSS e a ENESSO acreditam que os dados apresentados pelos Conselhos Regionais (CRESS) na pesquisa que dá origem a esta campanha trazem elementos suficientes para sustentar a incompatibilidade do ensino à distância com a formação em Serviço Social. Situação que não permite outra atitude senão o posicionamento contrário a essa modalidade de graduação.

Ensino não é fast-food. Diga não à graduação à distância em Serviço Social.

http://www.educacaofastfood.com.br/


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Baixe o Codigo de Etica do Assistente Social

Conheça o Parecer Jurídico do CFESS sobre as 30 horas



Nesta sexta-feira, 20 de maio, o CFESS divulga mais uma estratégia de fortalecimento do processo de implementação da jornada semanal de 30 horas sem redução salarial para assistentes sociais. Trata-se do Parecer Jurídico n.º 10/11, elaborado pela assessora jurídica do CFESS, Sylvia Terra.


O documento aborda a Orientação Normativa nº 01, de 1º de fevereiro de 2011, da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SRH-MPOG), que estabelece orientação aos órgãos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da Administração Pública Federal quanto à jornada de trabalho dos servidores públicos ocupantes de cargo efetivo de Assistente Social. A referida Orientação indicou que, nos órgãos da administração direta, autárquica e fundacional, os/as assistentes sociais que optassem pela carga horária estabelecida pela lei n.º 12.317/2010, passariam a receber remuneração proporcional, o que fere o que é determinado legal e constitucionalmente pela referida lei.

O objetivo da elaboração do Parecer é subsidiar os/as profissionais em seus locais de trabalho e nas contestações judiciais, bem como os CRESS e Seccionais no processo de fiscalização, por meio de argumentos legalmente embasados, de jurisprudência, de casos concretos de diversos estados e de aspectos teóricos do Direito.

Um dos argumentos utilizados, nas palavras da assessora jurídica do CFESS, é de que “a Orientação Normativa nº 01 de 01 de fevereiro de 2011 da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, afronta o princípio constitucional da irredutibilidade de vencimentos”. Nesse sentido, alega o documento, “é pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que considera o princípio da irredutibilidade de vencimentos uma garantia que envolve a remuneração do servidor”. Ou seja, torna-se inequívoca a orientação de redução da remuneração do/a trabalhador/a.

Cabe destacar que o Parecer Jurídico também atenta para o fato de que várias entidades da administração pública têm reconhecido e aplicado, adequadamente, a Lei 12.317/2010 aos/às assistentes sociais, cumprindo, assim, “os princípios da moralidade e legalidade que compõem a conduta que deve estar presente nos atos praticados pela Administração”.

Outro ponto importante e muito utilizado por órgãos empregadores na negação desse direito da categoria é o argumento do MPOG que compreende a designação “contrato de trabalho” abrangendo apenas os/as assistentes sociais que atuam no âmbito privado, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O Parecer divulgado mostra que, ao se falar em “contrato”, a lei se refere às diversas modalidades contemporâneas de inserção do/a assistente social na atividade profissional. “O contrato, ali, se refere a seu conceito genérico, significando qualquer relação de trabalho que estabeleça um vínculo jurídico entre dois ou mais sujeitos de direito”, afirma a assessora.
ABAIXO-ASSINADO CONTRA A ADIN 4.468
É importante lembrar que o Conjunto CFESS-CRESS está na luta contra a ADIN 4.468 da Confederação Nacional da Saúde (CNS), que contesta no Supremo Tribunal Federal (STF) a constitucionalidade da lei 12.317/2010. A participação dos/as assistentes sociais é fundamental nessa luta e o CFESS conclama todos/as a participarem da Campanha “STF, vote contra a ADIN 4.468”, assinando o abaixo-assinado virtual que será entregue aos/às ministros/as do STF e que já conta com mais de 7 mil assinaturas, número que precisa ser aumentado. Vale dizer que, caso o STF vote pela procedência da ADIN, os/as assistentes sociais de todo o Brasil podem perder o direito às 30h semanais, conquistado legal e democraticamente pela classe trabalhadora. Entre nessa luta e não deixe de assinar!

No processo da ADIN 4.468, é também válido ressaltar que no último dia 11 de maio, mais uma batalha foi vitoriosa. A Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu despacho, “concluindo pela legitimidade do legislador ordinário para fixar jornadas de trabalho reduzidas, de modo a assegurar a proteção da saúde física e mental do trabalhador”. Isto significa que a AGU, entidade integrante do processo, se manifestou pela improcedência e falta de mérito da ação proposta pela CNS.

Leia o Parecer Jurídico n.º 10/11 e conheça mais argumentos em defesa da lei 12.317/10

Clique e assine o abaixo-assinado contra a ADIN 4.468

quinta-feira, 19 de maio de 2011

ESTUDANTE É ESTUPRADA NO CAMPUS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE

Uma estudante do curso de enfermagem foi estuprada por volta das 18 horas desta quinta-feira (19) no campus da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, próximo ao bloco do curso de direito.

A estudante, esperava ônibus quando um homem se aproximou e apontou uma arma para a cabeça dela.

A estudante foi obrigada a entrar no carro e levada para um local conhecido como "Vai quem quer", localizado dentro da ufac.

Estudantes indigandos com o acontecimento mobilizam um ato para sexta feira dia 20 as 10h enfrente a reitoria da ufac, exigindo explicação para falta de segurança.

#Mobilização amanha as 10h enfrente a Reitoria #UFACSegurançaJà