quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Especialistas orientam pais sobre preconceito


Qua, 18 de Janeiro de 2012 07:21
racismo_preconceitoUm garoto negro, de 6 anos de idade, é retirado à força de um restaurante de São Paulo após ser supostamente confundido com um menino de rua.
A cena descreve uma situação recente, ainda sob investigação, e ilustra uma realidade alarmante em um país em que a diversidade – social, étnico-racial, de gêneros, territorial, entre outras – ainda não é compreendida como algo positivo para a sociedade.
 
Em 2009, uma pesquisa sobre preconceito e discriminação foi realizada pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em 501 escolas públicas de 27 estados brasileiros. O estudo, que envolveu alunos, professores e pais, revelou que 99,9% dos entrevistados preferem manter distância de algum grupo social específico. 96,5% dos entrevistados expressaram preconceito com relação a portadores de necessidades especiais, 94,2% têm preconceito étnico-racial, 93,5% de gênero, 87,5% socioeconômico e 87,3% com relação à orientação sexual.

Para a pedagoga Lucimar Rosa Dias, doutora em diversidade étnico-racial e infância e consultora do CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade, os dados são indicadores claros de que o combate a esse quadro depende também de uma ligação sadia entre escola e família. "Não dá para esperar uma sociedade sem preconceito se não há compromisso com isso", diz. "Educar para a diversidade não tem dia, nem hora. É essencial conversar, mostrar, dizer o que está errado. E nunca subestimar a capacidade de compreensão da criança", completa.

Abordagem clara

Em uma situação como a do garoto expulso do restaurante, silenciar ou não agir em defesa da criança é uma atitude condenável. Deparada com uma cena do tipo, a criança não é capaz de compreender que a falha não está nela, e sim no desrespeito e falta dignidade do outro.

Para entender o que aconteceu, é necessário falar claramente sobre um assunto tabu e explicar que há pessoas que são discriminadas ou sofrem violência por serem homossexuais, negros, nordestinos, deficientes, entre outros, ressaltando que todos são diferentes entre si e um indivíduo não pode ser classificado e julgado por uma única característica.

Isso é fundamental para fortalecer a auto-estima e os mecanismos de defesa da criança. "Sem apoio, a criança atribui a culpa e o desconforto a ela mesma, procurando defeitos para justificar a exclusão", pondera Lucimar.

Revendo valores

Lidar abertamente com o preconceito sem recair sobre ele é um desafio que o mundo adulto deve encarar como um dever de extrema responsabilidade. "Valores sociais muito rígidos propiciam ideias pré-concebidas e não agem a favor da diversidade", explica a psicóloga e terapeuta comportamental Denise Pará Diniz.

Isso quer dizer que não adianta nada proibir seu filho de brincar de casinha, ao mesmo tempo em que exige dele participação nas tarefas domésticas, nem justificar um comportamento agressivo de um colega pelo fato dele ter pais separados, nem atribuir às mulheres o título de péssimas motoristas, nem estabelecer que rosa é para meninas e azul para meninos. Os exemplos são infinitos.

"Precisamos ser críticos tanto em relação aos estereótipos que a cultura produz como em relação aos nossos próprios juízos sobre as demais pessoas. Não é um exercício fácil", diz Ari Fernando Maia, professor de Psicologia da Unesp.

Mas esta tarefa difícil pode ser enfrentada em pequenos momentos do dia a dia. Desenhos, filmes, novelas, comerciais, vivências escolares: tudo que faz parte do cotidiano infantil é uma oportunidade para abordar o preconceito sem recorrer a situações artificiais.

"Se um negro ou deficiente passou por uma situação constrangedora na novela, por que não discutir o assunto? Ao demonstrar que determinada ação não tem cabimento, a própria criança vai construindo atitudes menos marcadas pelo preconceito", diz a psicóloga Ângela Soligo, professora da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

BBB 12: Monique diz à polícia que estava consciente e concordou com possível ato sexual

Em depoimento ao delegado Antônio Ricardo Nunes, da 32ª Delegacia de Polícia (Taquara), no Rio, durante a tarde desta terça-feira, a integrante do programa BBB 12 Monique, que protagonizou cenas de um possível estupro em um vídeo gravado enquanto ela e seu ex-colega de programa Daniel se encontravam debaixo de um edredon. Em conversa com jornalistas, Nunes disse que, se houve o ato sexual, este foi consentido.
– Monique não assistiu ao vídeo porque a polícia não achou necessário – disse o delegado.

Monique e Daniel disseram à polícia que fizeram tudo conscientes. Monique confirmou que a troca de carícias aconteceu, mas não houve penetração. Ela esclareceu que estava consciente e concordou com as atitudes do colega de cama.

Luka Franca - Políticas de higienização, criminalização dos movimentos sociais, extermínio da juventude negra

Novamente o movimento estudantil paulistano está em polvorosa, já no começo deste ano o reitor João Grandino Rodas coloca para fora suas garrinhas truculentas na mais importante universidade do país. O vídeo que circula pela rede não apenas mostra mais uma vez o projeto truculento de Rodas e do PSDB para a USP, mas também comprova o quanto para este projeto dar certo é fundamental se aliar com outras formas de opressão existentes na sociedade, no caso de hoje de manhã a necessidade da aliança com o racismo para a imposição do projeto tucano na USP ficou evidente. A violência dispensada ao estudante que ocupava as dependências do DCE-Livre da USP não era apenas violência contra os posicionamentos políticos dos estudantes, mas também uma manifestação do racismo existente em nossa sociedade e que a PM rotineiramente permeia nas nossas periferias. 
 
A garantia dos espaços às entidades estudantis, de funcionários e professores são essenciais para a independência e auto-organização destas categorias. No caso específico do espaço do DCE-Livre, trata-se dos estudantes terem liberdade em realizar atividades políticas, manifestações culturais, artísticas e de integração. O fechamento desse espaço, no bojo de retirada de outros espaços estudantis como os barracões, corresponde a um ataque direto à entidade máxima de representação estudantil da USP, o DCE-Livre, e demonstra disposição da reitoria de impedir a auto-organização estudantil e a luta por uma universidade pública de qualidade.
Não podemos aceitar mais essa medida truculenta de Rodas, que, utilizando-se da PM, sem nenhum respaldo jurídico, lacrou o espaço estudantil numa ação em que inclusive algumas pessoas foram agredidas. Exigimos a reabertura imediata do espaço e que a reitoria se disponha, definitivamente, a aceitar as reivindicações de uso e administração do espaço, das quais tem conhecimento há dois anos, para que finalmente o conjunto de estudantes possa utilizar o seu espaço. (Nota sobre o fechamento do espaço do DCE-Livre da USP)

A questão veiculada pelo vídeo postado pelos estudantes mostra de forma contundente o quanto a universidade hoje não é vista como lugar do povo negro, pois de todos os estudantes ali presentes o único a ser duramente questionado se era ou não estudante da USP foi um camarada negro com rastafari. O estudante não apenas questionado, mas coagido pelo policial, o qual chega a retirar a arma do coltre para intimidar o estudante ainda mais.

O processo de elitização da educação brasileira não é de hoje, principalmente na USP, as ações de Rodas no último ano só mostram o quanto a política geral do PSDB é cada vez mais de higienização do estado, criminalização dos movimentos sociais, extermínio da juventude negra e nos últimos anos isso vem caindo como uma bomba na USP e vez ou outra ganhando a mídia por conta de casos que beiram o absurdo de truculência.

As pessoas tem acompanhado o que vem acontecendo na USP por meio da TV e grande mídia em geral. O debate sobre segurança na cidade universitária já estava aberto há bastante tempo, basta lembrar do campo de guerra instaurado no Butantã em 2009 a mando do então governador José Serra. Eu iria mais longe, a política de criminalização do movimento social como um todo no Brasil tem se recrudescido dia após dia, a USP é apenas a ponta do iceberg e talvez não seja tão ponta assim, ou esqueceram da onda de ocupações de reitorias acontecidas em 2007 por todo país? (FRANCA, Luka. O longo caminho da truculência e seu mais recente capítulo na USP)

Porém este caso de violência policial novamente na USP é preciso ter nossa atenção, pois desnuda concretamente como a luta de resistência estudantil naquela universidade dialoga diretamente com as lutas que temos travado na sociedade em geral. Hoje a violência sofrida pelo estudante da USP não foi apenas a truculência e a perseguição ideológica que Rodas vem patrocinando já há algum tempo, mas também mostra para quem ele gesta o modelo de universidade que vem implementando, para uma elite branca, onde estudantes negros precisam sempre se identificar e são sempre criminalizados.

http://www.abpn.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1516&Itemid=24

O racismo não cordial do brasileiro

Por Mario Sergio - Neste final de ano pude testemunhar e viver a vergonha dessa praga do rascismo aqui em nossa multicultural São Paulo. E com pessoas próximas e queridas. Não dá para ficar calado e deixar apenas o inquérito policial que abrimos tomar conta dos desdobramentos desse episódio lamentável e sórdido. Na sexta feira, 30, nossos primos, espanhóis, e seu pequeno filho de 6 anos foram a um restaurante, no bairro Paraíso (ironia?) para almoçar. O garoto quis esperar à mesa, sentado, enquanto os pais faziam os pratos no buffet, a alguns metros de distância. A mãe, entre uma colherada e outra, olhava para o pequeno que esperava à mesa. De repente, ao olhar de novo, o menino não mais estava lá. Tinha sumido. 
 
Preocupada, deixou tudo e passou a procurá-lo ao redor. Ao perguntar aos outros frequentadores, soube que o menino havia sido retirado do restaurante por um funcionário de lá. Desesperada, foi para a rua e encontrou-o encolhido e chorando num canto. Perguntado (em catalão, sua língua) disse que "o senhor pegou-me pelo braço e me jogou aqui fora".

O casal e a criança voltaram para o apartamento de minha sogra e contaram o ocorrido. Minha sogra que é freguesa do restaurante, revoltada, voltou com eles para lá. Depois de tergiversações, tentativas de uma funcinária em pôr panos quentes, enfim o tal sujeito (gerente??) identificou-se e com a arrogância típica de ignorantes, disse que teria sido ele mesmo a cometer o descalabro. Mas era um engano, mas plenamente justificável porque crianças pedintes da feira costumavam pedir coisas lá e incomodar. E que ele era bom e até os alimentava de vez em quando. Nem sequer pediu desculpas terminando por dizer que se eles quisessem se queixar que fossem à delegacia.

Minha sogra ligou-me e, de fato, fomos à delegacia do bairro e fizemos boletim de ocorrência. O atendimento da delegada de plantão foi digno e correto. Lavrou o BO e abriu inquérito. Terminou pedindo desculpas e que meus primos não levem uma impressão ruim do Brasil.

Em tempo: o filho de 6 anos é negro. Em um e-mail (ainda não respondido pelo restaurante Nonno Paolo) pergunto qual teria sido a atitude se o menino fosse um loirinho de olhos azuis.

 http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-racismo-nao-cordial-do-brasileiro#more

Afrodescendentes somam 150 milhões na América Latina e no Caribe

Um relatório das Nações Unidas indica que 150 milhões de afrodescendentes vivem hoje na América Latina e no Caribe. No Brasil, o último censo, em 2011, revelou que a população de afrodescendentes já é maioria no país. Paras as Nações Unidas, os povos afrodescendentes devem ter seus direitos promovidos e protegidos como qualquer outro grupo da sociedade. Ainda em 2011, durante uma entrevista à Rádio ONU sobre este tema e a importância da aliança entre os povos, o superintendente da Fundação Gilberto Freyre disse que, nos últimos anos, os afrodescendentes brasileiros passam por um processo de afirmação cada vez mais consolidado. 
 
"Acho que tem um posicionamento muito interessante, no Brasil, que é a autovalorização da morenidade. Temos visto números muito interessantes em relação a este processo de autoafirmação. As pessoas estão se vendo mais brasileiras, mais morenas, e esse é talvez um dos processos mais ricos de autoafirmação que existe."

Apesar dos avanços, segundo a ONU, os afrodescendentes continuam a sofrer discriminação, um legado histórico do comércio de escravos. Mesmo os que não são descendentes diretos dos escravos muitas vezes ainda são confrontados com atos racistas. De acordo com o Grupo de Trabalho de Peritos sobre Pessoas de Ascendência Africana, esse grupo continua enfrentando menor acesso à justiça, educação, emprego, saúde e habitação.

fonte: http://www.geledes.org.b

Curso de Direito entre os piores novamente Faao e Uninorte

O desempenho das faculdades acreanas

Entre as faculdades acreanas, a Universidade Federal do Acre – UFAC obteve o melhor percentual de aprovação. Dos 22 candidatos inscritos, 13 foram aprovados, representando um percentual de aprovação de 59,09%, apenas 6,07 pontos abaixo do percentual de corte das 20 melhores do país.

Já as faculdades particulares novamente apresentaram resultados pífios, abaixo da média nacional e absurdamente distantes da média de corte das 20 melhores.

A pior classificação entre as faculdades acreanas ficou com a Faculdade da Amazônia Ocidental - Faao – FAAO, que dos 140 participantes, apenas 18 foram aprovados, representando um percentual de aprovação de 13,03%.

A Faculdade Barão do Rio Branco – FAB (UNINORTE) alcançou um percentual de aprovação de 21,59%, melhor que a FAAO, mas 43,57 pontos abaixo da média das 20 melhores. Dos 183 participantes apenas 38 foram aprovados.

O exame da Ordem recentemente foi alvo uma polêmica nacional acerca de sua provável inconstitucionalidade. O assunto ainda divide opiniões de operadores do direito, acadêmicos e populares. Apesar da polêmica, o STF reconheceu a constitucionalidade do exame da OAB por unanimidade, validando aplicação da prova para bacharéis que querem exercer a advocacia.

O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, afirma que apesar de o índice de aprovação estar ainda longe do ideal, houve um significativo avanço em relação ao desempenho dos exames anteriores. O número de aprovados na última edição do exame unificado ficou em 24%, superior ao exame anterior, quando cerca de 15% dos candidatos conseguiram se inscrever nos quadros da OAB.

“O exame de Ordem é termômetro para aferir a qualidade do ensino jurídico brasileiro, e como tal serve de referência para a comunidade acadêmica, não apenas a jurídica, no sentido de oferecer subsídios para melhor qualificar os futuros profissionais de Direito”, afirmou o presidente Ophir.

Fonte: http://www.acrealerta.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1733%3Aexame-da-oab-revela-a-qualidade-dos-cursos-de-direito-nas-faculdades-do-acre&catid=314%3Amanchete

Sósia de Aécio Neves protagoniza nova minissérie da Globo

Qua, 18/01/12 09h44
aecioneves
Paulo Ventura (Domingos Montagner) é o presidente da Câmara dos Deputados na nova minissérie da Globo, Brado Retumbante. Quando um acidente aéreo mata o Presidente da República e o vice, o personagem – da faixa etária de Aécio Neves, incrivelmente parecido com ele e mulherengo como o próprio, ainda que idealista e honesto como o Superman – assume a Presidência e passa a combater sem tréguas a corrupção que o antecessor deixou (!).

Acima de tudo, a produção deixa ver um fato até então insuspeito. Apesar de que a imprensa paulista passou a hostilizar o senador tucano por Minas Gerais, coincidentemente após o lançamento do livro Privataria Tucana, a mídia carioca – ou seja, a Globo – deixa ver que pode ter decidido pular fora do barco de José Serra, que, a esta altura, deve estar mordendo os cotovelos de raiva e inveja…

Quanto à estratégia da Globo, é apenas um começo de trabalho visando 2014. Mas ao levar ao ar material publicitário de tal porte em benefício de um político, a emissora da família Marinho escancara que a sua aposta no neto de Tancredo Neves não é pequena nem fortuita. O descaramento de colocar quase um clone dele como político incorruptível, um verdadeiro herói, só se justifica diante de grande esperança em que decole.

Não é a primeira vez que a Globo faz algo assim. Já fez uma novela inteiramente com finalidade política, só que como propaganda negativa. O Salvador da Pátria foi ao ar entre 8 de janeiro e 14 de agosto de 1989, ano da primeira eleição presidencial depois de vinte e um anos de ditadura e quatro de transição para a volta efetiva da democracia. Daquela vez, o protagonista pretendia parodiar o então candidato Lula.
A trama gira em torno de Sassá Mutema (Lima Duarte), um bóia-fria ignorante e ingênuo que se deixa cooptar por… Sindicalistas! Sassá acaba convencido a se candidatar a prefeito e acaba se elegendo. A novela mostra a transformação de um analfabeto em político poderoso, mas ainda um títere usado ao sabor das conveniências. A má notícia é que Lula acabou não sendo eleito, naquele ano, ainda que não se possa culpar (só) a novela por isso.

Fonte: Blog da Cidadania

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Estupro no BBB? É o amor, diz Bial

Por Altamiro Borges

Crime? Jogada de marketing? Ou mais uma “pegação”? Para o patético Pedro Bial, âncora do Big Brother Brasil, a cena que rolou na madrugada deste domingo, que muitos fanáticos pelo BBB interpretaram como “estupro”, é mais uma prova de que “o amor é lindo”. O assunto promete render nos próximos dias, gerando mais pontos no Ibope e mais grana nos cofres da famiglia Marinho.

Segundo relato do site da Veja, é forte a suspeita de que o “brother” Daniel estuprou a “sister” Monique, que estaria desacordada quando ambos foram para debaixo do edredom – o utensílio mais importante da “Casa”. A TV Globo evita tratar do assunto, mas mandou retirar do sítio do programa o vídeo de três minutos, assistido pelos assinantes do pay-per-view e que vazou na web.

Indícios de crime na TV Globo

Segundo a repórter Carol Barbosa, da Veja, “os boatos de estupro no BBB12 na madrugada deste domingo, que agitaram as redes sociais durante todo o dia, podem ser indícios de crime por parte do paulista Daniel, caso a estudante de administração gaúcha Monique, 23, não tenha consentido com as ações do modelo debaixo do edredom”. Segundo o advogado Romualdo Calvo Filho, presidente da Academia Paulista de Direito Criminal, até 2010 “a lei fazia distinção entre estupro e abuso. O estupro era quando havia penetração. Afora essa penetração, era atentado violento ao pudor. Com o advento dessa lei, tudo está unificado. Se realmente não houve o consentimento da mulher, houve ali um abuso e um estupro”.

Abertura de inquérito policial

O advogado explicou à revista que as imagens divulgadas no pay-per-view podem servir como objeto de investigação, no caso da abertura de inquérito policial. Mas só Monique pode abrir o processo. “O inquérito policial pode ser aberto como uma ação penal pública condicionada a uma representação, em que só ela pode dar entrada”. A estudante tem ainda seis meses para agir.A modelo gaúcha diz não saber exatamente o que rolou na noite da bebedeira. “Me chamaram no confessionário para perguntar se tínhamos feito alguma coisa. Eu sei que não fiz, mas começo a pirar. Será que eu fiz? Será que não?”. Mas muitos fanáticos que assistiram ao programa ficaram indignados. Até a ex-BBB Ana Angélica Martins, a Morango, protestou em seu blog: Indignação até dos “famosos

“Ansiei por uma explicação, aguardei que o vídeo fosse revelado à Monique. O mínimo que a moça merecia saber é o que tinha acontecido na noite em que, bêbada e desacordada, ela confiou sua integridade física aos colegas de competição; à produção; à direção e à maior emissora do país, a Globo, que sempre alardeou que preza pelo padrão de qualidade de seus programas”.

A atriz global Fernanda Paes Leme também tuitou a hashstag com o link do vídeo e escreveu: “Abusou da Monique! Olha o vídeo, a menina apagada!”. A cantora Preta Gil acrescentou: “Bolinou a menina dormindo, que feio”. Diante da polêmica na internet, a TV Globo retirou do site oficial o vídeo que constava do link de Fernanda Paes Leme. Horas mais tarde, a atriz apagou o seu tuite.“Império da indigência”A TV Globo fará de tudo para abafar o caso. De qualquer forma, fica patente mais uma vez que o BBB é realmente o “império da indigência”, como bem descreve o jornalista Nirlando Beirão, em artigo na revista Carta Capital desta semana:

“Aquinhoado por verbas publicitárias milionárias e pela ansiedade do espectador em pagar para ter seu fugaz momento de imperador romano, decretando por telefone ou mensagem de texto a morte ou a salvação dos gladiadores, o BBB chega mais uma vez para reiterar seu papel de usina de trapaças, traições e velhacarias a serviço da indigência de um espetáculo solúvel, lixo reciclado e enlatado made by Endemol”.
“Enquanto o carnaval não vem, será aquele desfile cotidiano, 24 horas por dia, de muita prótese de silicone, excesso de tatuagens, exagero de protuberâncias, intenso ensaboar masturbatório sob chuveiros indiscretos – e, se alguém notar, em meio àquela torrente de energia libidinal, que neurônios estão sendo acionados, poucos que sejam, é bom avisar o Boninho, o diretor do programa, porque inteligência e raciocínio não fazem bem ao script”.

http://correiodobrasil.com.br/estupro-no-bbb-e-o-amor-diz-bial/357092/

McDonald's sai da Bolívia

Todos os esforços desenvolvidos pela cadeia McDonald's para inserir-se no mercado boliviano foram infrutíferas. De nada valeu preparar o molho Ilajwa, favorito do altiplano, nem apresentar os melhores conjuntos locais ao vivo.
Após 14 anos de presença no país e apesar de todas as campanhas feitas e por fazer, a cadeia se viu obrigada a fechar os oito restaurantes que mantinha abertos nas três principais cidades do país: La Paz, Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra.
Trata-se do primeiro país latino-americano que ficará sem McDonald's e o primeiro país no mundo onde a empresa fecha por ter seus números no vermelho por mais de uma década.
 
O impacto para os chefes de marketing tem sido de tal força que foi gravado um documentário sob o título "Por que McDonald's quebrou na Bolívia” (assista ao vídeo em espanhol, clicando na imagem acima), onde tentam explicar de algum modo as razões que levaram os bolivianos a continuar preferindo as empanadas, ao invés dos hambúrgueres.

Rechaço cultural

O documentário inclui reportagens com cozinheiros, sociólogos, nutricionistas, educadores, historiadores... Todos coincidem que o rechaço não é aos hambúrgueres, nem ao sabor; o rechaço está na mentalidade dos bolivianos. Tudo indica que, literalmente, o "fast-food” é a antítese da concepção que um boliviano tem de como se deve preparar uma comida.

Na Bolívia, para ser boa, além de gosto, a comida requer esmero, higiene e muito tempo de preparação. Assim é como um consumidor avalia a qualidade do que leva ao estômago: também avalia o tempo entre a preparação e o consumo de qualquer alimento.

A comida rápida não é para essa gente, concluíram os norte-americanos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Vídeo mostra policial agredindo rapaz e sacando arma na Cidade Universitária, em São Paulo

USPUm vídeo publicado nesta segunda-feira, na internet, mostra um policial militar agredindo um rapaz no campus principal da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital paulista.

As imagens, postadas no perfil “Sociedade Hipotecada” do YouTube, mostram que o problema ocorreu quando os alunos que ocupam a sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que a atual administração da Reitoria pretende desalojar para reformas, recebiam uma comitiva policial que solicitava a saída.
Um vídeo publicado nesta segunda-feira, na internet, mostra um policial militar agredindo um rapaz no campus principal da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital paulista.

As imagens, postadas no perfil “Sociedade Hipotecada” do YouTube, mostram que o problema ocorreu quando os alunos que ocupam a sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que a atual administração da Reitoria pretende desalojar para reformas, recebiam uma comitiva policial que solicitava a saída.

“Para reformar isso aqui, ou tem de ter um acordo entre o Diretório Central de Estudantes, ou tem de ter uma ordem legal. Não tem nenhuma das duas coisas”, diz um aluno. O policial que comanda a interlocução questiona: “E a ação de vocês é legal?”. O jovem, então, responde. “É. É o espaço dos estudantes.”

O policial fica irritado com algo que disse um rapaz que acompanhava a conversa e corre em sua direção gritando.
– Você é estudante? Você é estudante daqui? – interroga.
– Eu sou – diz o jovem
– Cadê a carteirinha? Deixa eu ver.

O jovem parece dizer que tem sua palavra de que é estudante, o que deixa o policial mais nervoso. O acesso ao campus e às dependências da Cidade Universitária é livre, à exceção do período noturno e dos finais de semana, durante os quais o acesso de veículos é controlado – o de pedestres, ciclistas e usuários de transporte coletivo é livre.

– Tua palavra da onde? – ameaça o policial, que em seguida agarra o jovem pela blusa.
– Não encosta em mim – pede o rapaz.
Logo em seguida tem início a agressão, que inclui empurrões e durante a qual o policial chega a sacar a pistola.
– Eu sou policial, eu quero que você mostre para mim o documento.
Não é o primeiro atrito entre policiais e alunos desde que o reitor João Grandino Rodas assinou, no segundo semestre do ano passado, um convênio para que a corporação passasse a atuar dentro do campus. De lá para cá, estudantes têm se queixado de uma série de “batidas” policiais agressivas por qualquer atividade que seja considerada suspeita.

http://correiodobrasil.com.br/video-mostra-policial-agredindo-rapaz-e-sacando-arma-na-cidade-universitaria-em-sao-paulo/353631/

Estado da Juventude: Comissão de constituição e Justiça do Senado tenta conssenso

fonte: senado

O Estatuto da Juventude voltará à pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no dia 8 de fevereiro. A polêmica em torno da lei orgânica dos jovens brasileiros já começou a movimentar os gabinetes dos senadores.Três propostas do estatuto são foco de divergências entre os senadores: meia-entrada em eventos culturais, de entretenimento e lazer; desconto de 50% nos transportes intermunicipais e interestaduais; e vinculação de, no mínimo, 30% de recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC) a programas destinados aos jovens.
O caminho do Estatuto da Juventude no Senado ainda é longo. Superada a discussão na CCJ, o projeto será examinado pelas Comissões de Assuntos Sociais (CAS), de Educação, Cultura e Esporte (CE) e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Entenda a polêmica na CCJ

O relator do Estatuto da Juventude na CCJ, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), concedeu parecer preliminar pela aprovação do projeto oriundo da Câmara com 12 emendas. Uma das mudanças realizadas pelo relator retira o benefício de meia-passagem em transportes intermunicipais e interestaduais – independentemente do motivo da viagem – a estudantes de 15 a 29 anos.

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) apresentou voto em separado pela aprovação do projeto com 32 emendas. Uma das discórdias entre os senadores é o benefício de 50% de desconto aos jovens em programas culturais e de lazer.

O relator, senador Randolfe, sugere que a venda desses ingressos promocionais atinja 50% da capacidade da casa de espetáculo nos eventos financiados pelo Programa Nacional de Cultura e 40% da lotação nos bancados com recursos privados, Demóstenes restringe a meia-entrada para jovens estudantes às apresentações patrocinadas ou subsidiadas exclusivamente pelo poder público.

Transporte

Se Demóstenes endossou a decisão de Randolfe de excluir o desconto generalizado de 50% nas passagens de transportes intermunicipais e interestaduais, o mesmo não se deu em relação a emenda do relator que reservou – apenas no transporte coletivo interestadual – duas vagas gratuitas por veículo para jovens com renda igual ou inferior a dois salários mínimos. Ocupados esses assentos, ainda haveria mais duas vagas por veículo com desconto mínimo de 50% para estudantes nessas mesmas condições.

No voto em separado, o senador por Goiás suprimiu essas medidas com o argumento de que impactaria sobre a organização e a receita das empresas de transporte, já obrigadas a conceder benefício similar aos idosos. Uma das subemendas de Aloysio Nunes também tratou de excluir essa vantagem do parecer ao PLC 98/2011, por entender que se estaria conferindo “protecionismo e privilégio” a um determinado grupo.
Carteira estudantil

Demóstenes também retirou do parecer ao projeto – por meio de voto em separado – dispositivos que tomavam o padrão de renda dos beneficiários do Programa Bolsa Família como parâmetro para classificação dos jovens carentes com direito a meia-entrada em eventos artísticos e de entretenimento. Ao fazer isso, eliminou ainda a previsão de entrada em vigor da lei que resultar desse projeto 180 dias após sua respectiva sanção e a revogação da Medida Provisória 2.208/2001, que acabou com a exclusividade de algumas entidades na confecção da carteira de estudante.

Sob o argumento de evitar fraudes, Randolfe determinou, em seu parecer, que a identificação estudantil seria expedida exclusivamente pela Associação Nacional de Pós-Graduandos, pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), bem como por entidades estudantis estaduais e municipais a elas filiadas. Estabeleceu ainda que o documento teria selo de segurança personalizado, com padrão único definido pelas entidades estudantis nacionais.

Não só o voto em separado, mas a outra subemenda de Aloysio Nunes e a emenda de Alvaro Dias rejeitaram essa limitação e, assim, acabaram resgatando o espírito da MP 2.208/2001. A subemenda admitiu a confecção das carteiras pelas próprias instituições de ensino ou por entidades representativas dos estudantes, com selo de segurança padronizado pela Casa da Moeda do Brasil. A emenda também diversificou o leque de entidades estudantis aptas a fazer a carteirinha, que seria válida por um ano e gratuita para estudantes comprovadamente carentes.  

Fundo Nacional de Cultura

Quanto ao Fundo Nacional de Cultura (FNC), Demóstenes reviu sua posição inicial com a decisão do relator de eliminar do PLC 98/2011 a vinculação de, no mínimo, 30% destes recursos para programas destinados aos jovens. Em vez de atrelar um percentual do fundo a projetos classificados como de interesse da juventude, o relator optou por uma definição mais genérica, passando a considerar na destinação desses recursos “as necessidades específicas dos jovens em relação à ampliação do acesso à cultura e das condições para o exercício do protagonismo no campo da produção cultural”.

Portal Áfricas - Qual avaliação que a senhora faz do Ano do Internacional dos Povos Afrodescendentes?


fonte: revistaafricas

O Portal Áfricas solicitou em dezembro do ano passado a opinião dos seus internautas sobre o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, que foi comemorado em 2011.  A SEPPIR (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) do Governo Federal enviou declaração da Ministra Luiza Bairros abordando o tema. Abaixo segue declaração da Ministra.

Declaração da Ministra Luiza Bairros - A instituição pela ONU do Ano Internacional dos Afrodescendentes cumpriu um papel importante no sentido de dar maior visibilidade às resoluções trazidas pela Declaração e o Programa de Ação de Durban. Neste sentido, teve um efeito mais do que simbólico, especialmente na América Latina, onde os resultados da III Conferência Mundial contra o Racismo possibilitaram aos movimentos negros comprometer mais os governos da região com a agenda da igualdade racial. Do ponto de vista da Seppir, o Ano foi importante para revigorar a relação com antigos parceiros e para abrir novas frentes de trabalho, que passarão a compor a pauta do Ministério nos próximos três anos.

Selo e campanha
Em janeiro de 2011, a Seppir realizou uma reunião, em Brasília, com representantes do Sistema Nações Unidas no Brasil, com o objetivo de definir algumas propostas de trabalho para o ano. Entre elas, a criação de um selo alusivo ao ano e de uma campanha centrada no estímulo a ações concretas de inclusão dos afro-brasileiros.
O selo foi amplamente utilizado por instituições públicas e privadas, o que contribuiu para disseminar em todo o país a idéia de que o ano requeria uma prática mais comprometida com o combate ao racismo. Ao mesmo tempo, os artigos institucionais publicados e as peças da campanha Igualdade Racial é pra valer, lançada em março, destacavam que a articulação entre promoção da igualdade racial e a eliminação do racismo é responsabilidade tanto do Estado quanto da sociedade. Este material foi adaptado e reproduzido por outros entes federados, como a prefeitura de Vitória, ES, e o governo da Paraíba.
Com este mote, a Seppir promoveu diálogos com diversos setores. Buscou-se maior aproximação com o setor privado, em reuniões com a Fiesp e a Febraban, esta última já envolvida no debate devido a provocações anteriores do movimento negro. As empresas estatais também participaram deste processo, especialmente as que já tinham aderido ao Programa Equidade de Gênero e Raça, no qual a Seppir participa do Comitê Gestor coordenado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres. Ocorreram trocas produtivas com dirigentes e funcionários (as) de Furnas, Petrobras, BR Distribuidora e Transpetro.

Cooperação
Muitos destes diálogos resultaram em acordos de cooperação assinados com a Caixa Econômica Federal, os Correios, Senado Federal, Ordem dos Advogados do Brasil, Arquivo Nacional e a Biblioteca Nacional. Além disso, também motivaram protocolos de intenções com os Ministérios da Justiça e da Saúde, e numa proposta de trabalho que está sendo desenvolvida com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), relativa à publicidade estatal. Nos três casos o centro das ações é orientado pelo cumprimento do Estatuto da Igualdade Racial.
Estes acordos e protocolos prevêem um leque de ações que vão, entre outras, da utilização dos meios de comunicação das instituições na divulgação da temática racial, passam pela realização de capacitações, pesquisas de opinião, criação de materiais audiovisuais, introdução do quesito cor nos registros administrativos, até a adoção de medidas para assegurar a diversidade racial do quadro de pessoal.
Por isso, o Ano Internacional dos Afrodescendentes superou, em muito, os efeitos apenas simbólicos que poderia ter, na medida em que motivou ações concretas que ultrapassam o ano de 2011.

Plano Internacional
Ao longo do ano, o protagonismo do Brasil foi reafirmado no plano internacional. O Governo Brasileiro fez intervenções nas Nações Unidas: na 17ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Suíça, no mês de junho e na Reunião de Alto Nível Comemorativa dos Dez Anos da Declaração e Programa de Ação de Durban, realizada em setembro, durante a Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Nestes dois fóruns, o Brasil marcou posições importantes para contrapor tentativas de esvaziamento político dos documentos de Durban, por parte de alguns países.
Por fim, a realização do Afro XXI – Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes, no mês de novembro, em Salvador, tanto no que diz respeito à participação da sociedade civil, como na parte referente aos chefes de Estado, apontou caminhos que fortalecem a integração regional, reafirmam compromissos assumidos com a agenda de Durban e abrem espaço à criação de novos instrumentos no combate ao racismo.
É importante acentuar que a campanha Igualdade Racial é pra Valer transcende o Ano Internacional dos Afrodescendentes, embora tenha sido motivada por ele. A Seppir seguirá mobilizando uma ampla rede de agentes pelo fim do racismo. A luta continua!
Luiza Bairros
Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR)