terça-feira, 27 de novembro de 2012

Residencia Universitária: Movimento Estudantil apoio movimentação do Senador Petecão


O tema residência universitária, e uma bandeira histórica do movimento estudantil, que com processo de sucateamento das universidades publicas durante a governo do ex-presidente FHC começou a se torna utópica, porem a União nacional dos Estudantes nunca a descartou, pelo contrario de forma ousada mantinha no centro dos debates.

Com os avanços e conquista para ampliação das universidades através do REUNI, a oportunidade por meio do SISU e as necessidades locais a bandeira de luta retornou ao centro dos debates políticos nas universidades e desta forma a UNE através do seu acumulo reforça o processo de articulação junto aos DCE’s, parlamentares e reitorias.

Na ultima sexta-feira (23/11), na sala do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Acre aconteceu uma reunião com o senador Sérgio Petecão (PSD), Vice Presidente da UNE Ac/Ro Giovanny Kley  , Presidenta do DCE/UFAC Aline Guedes e outros dirigentes , Presidente do CALF Katiuscia Fontaine  e  membros do Conselho Universitário Maik e Lauane Laura. No Encontro, Petecão reiterou seu apoio à construção da residência universitária, onde na segunda-feira (19), o parlamentar tratou com o novo reitor o interesse em encampar a luta.

Vice Presidente da UNE Ac/Ro, Giovanny Kley,  reafirmou que a importância de tal encontro com União Nacional dos Estudantes (UNE), Diretório Central dos Estudantes (DCE) Centros Acadêmicos (CA’s) Membros do Conselho Universitário.  “estamos pactuando um compromisso em mobilizar a classe estudantil para debater o modelo de nossa residência universitária, e nos colocamos a disposição em tudo para que possamos conquistar e ter êxito” disse.

A presidente do DCE, Aline Guedes, reafirmou o apoio da entidade à implantação da residência universitária e falou que a entidade vai levar a discussão à comunidade estudantil. E lembrou, inclusive, que muitos estudantes do interior e de outros estados chegam a desistir dos cursos em virtude da falta de moradia. ”Até mesmo uma amiga nossa do próprio DCE chegou a trancar o curso por falta de moradia”, disse.       

Petecão se comprometeu em alocar R$ 1 milhão em emenda individual para a construção “de uma residência digna dos estudantes de nossa universidade”. Foi levantada ainda a possibilidade da criação de uma espécie de “bolsa-residência” para atender os alunos que não têm condições de bancar sua própria moradia. Para Petecão, foi uma reunião bastante proveitosa que serviu “para ouvir de perto as reivindicações mais urgentes da classe universitária”.
                                  

UNE, DCE/UFAC e CA's planejam junto com a administração da UFAC as boas vindas


O Vice Presidente Ac/Ro da União Nacional dos Estudantes (UNE), Giovanny Kley, Junto a Presidenta do DCE, Aline Guedes, Coordenadores dos CA’s de Letras/Frances e Engenharia Elétrica , Katiuscia e Vitor participaram  pela manhã de sexta-feira (23/11) de uma conversa junto a Profº Drº Socorro Nery e Sergio Siqueira sobre a recepção aos calouros dos 8 cursos que iniciaram as aulas no segundo semestre.
Durante a reunião, Socorros Nery e Sergio Siqueira colocaram a preocupação com os trotes vexatórios, pois perante a lei e considerado crime. Afirmou-se que a ideia não e o fim das diferentes formas de recepção ”Trote”, porem existe a necessidade de ter responsabilidade e respeito, o que o trote vexatório não tem.
Abordou-se a necessidade da autonomia de organização tanto da administração da reitoria quanto do movimento estudantil e também parcerias, para que de fato possamos construir uma universidade democrática.
 Aline Guedes apresentou um pré – planejamento para as boas vindas que o DCE e UNE estão planejando para recepção dos calouros onde se abordarias temas distintos em diferentes momentos sendo eles de cunho cultural, esportivo, social, e saúde.
Giovanny Kley apresentou para administração a ideia de se organizar um projeto que vise premiar o Curso que tenha em sua recepção alguma forma de ação social que vise conscientizar e estimular a participação dos estudantes como agentes de transformação social.
Finalizou-se pactuando que a recepção dos nas novas turmas terá um equilíbrio de formalidade, que o alvo neste momento e estimular e realizar parcerias que venham contribuir com os estudantes estão chegando.

O ANALFABETO POLÍTICO (Bertold Brecht)

O pior analfabeto
é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala,
nem participa
dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe,
da farinha, do aluguel, do sapato
e do remédio dependem
das decisões políticas.

O analfabeto político 
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política,
nasce a prostituta,
o menor abandonado
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e lacaio
das empresas nacionais
e multinacionais.

domingo, 11 de novembro de 2012

SOLENIDADE DE POSSE DO NOVO REITOR


Foi realmente divertido utilizar o elefante branco Olindão na solenidade de despedida da Ex-reitora Olinda Batista e posse do novo reitor Minoro Kinpara e Vice reitora Margarida Aquino na Universidade Federal do Acre.

Tivemos a presença de diversas celebridades políticas desde o âmbito municipal até o federal. Por meio das belas retóricas e discursos demagogos a interrupção da formalidade por meio do Estudante do curso de filosofia Wesley Goldstein, mais conhecido como “DDD”.

“...Vocês são babacas. Isso aqui é um elefante-branco. Vocês estão aí, engravatados, e os estudantes estão esquecidos, ferrados. Cadê a moradia estudantil que vocês prometem? Tem estudante morando em sala de aula. Isso aqui é uma palhaçada...” disse o estudante, que se ausentou do Olindão, ops, do Teatro Universitário

Mesmo com a interrupção, os mesmo que discursaram permaneceram no “fantástico mundo de bob”. Desta forma omitiram todo o caos que está a universidade federal do Acre.

UM NOVO REITOR É A INTERROGAÇÃO DO FUTURO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE

Após a posse do novo reitor o que fica no ar é a forma que será administrada a nova gestão, o que se espera e que a democracia participativa seja reativada, os interesses externo da universidade não seja o foco de debate, que as necessidades sejam colocadas na mesa para a construção da Ufac e que as propostas sejam realmente efetivadas.

Que a Universidade Pública, Democrática, Gratuita, de Qualidade, Laica e com Responsabilidade Social seja efetivada.

INAUGURAÇÃO ELEFANTE BRANCO CHAMADO “OLINDÃO”




E incrível como hoje em dia tudo é motivo de espetáculo, desta forma sendo necessário ou não para o coletivo as coisas acontecem para que  o legado,  a marca, assinatura e o nome  fiquem marcado ou pregado em algum lugar.



Durante toda a gestão da Ex-Reitora Olinda, para os alunos que estavam dentro da universidade percebemos que sempre algo que está ruim pode piorar. Ficou explícito a total falta de compromisso com a universidade, educação, soberania e democracia. A ausência de dialogo dentro e fora da faculdade a todo o momento foi reafirmado pela gestão. As provas eram:  a falta de transparência no processo seletivo de bolsas, a inclusão do ENEM e mais tarde SISU e por fim a reserva de vagas.



Mesmo com os avanços que CONQUISTAMOS dentro da universidade, os discursos revolucionários, progressistas e de avanços foram apenas para inglês ver. Enquanto se reafirma através da prática a falta de professores como é o caso de nutrição que os estudantes se encontram em desespero; a sala de aula sem climatização, piso quebrado e janelas enferrujadas; o restaurante universitário com filas gigantescas, a ausência de uma creche universitária para as mães e pais que trabalham e estudam na universidade; a ausência de moradia estudantil para os acadêmicos que vem dos municípios do Acre e outros Estados.


As demandas e necessidades são diversas e todas estruturais e de extrema importância. Porém a excelentíssima Ex-Reitora teve como meta construir um prédio que hoje não tem função alguma a não ser ocupar um espaço, gastar dinheiro público e servir como enfeite. 

O Elefante branco chamado de TEATRO UNIVERSITÁRIO, e questionado por todo mundo. Paramos e nos perguntamos?  O auditório da FAAO que tem 700 lugares raramente é utilizado pelo seu enorme tamanho, não há lotação em  seus eventos,  e a  Universidade Federal do Acre raramente utiliza seu anfiteatro que possui menos de 400 lugares e assim não se mantem lotado. PARA QUE 800 lugares, no OLINDÃO???

Fica a dúvida para quem quiser comentar. QUAL E A FUNÇÃO DO OLINDÃO?????????


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Todo Idiota Pensa Igual


Racismo na Internet pode resultar em até 5 anos de prisão, diz nova lei


Projetos aprovados punem com prisão quem pratica crime virtual. Especialistas elogiam propostas, que ainda precisam ser sancionados pela presidente Dilma.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 7/11, duas propostas que modificam o Código Penal (Decreto-Lei2.848/1940) e tipificam crimes cometidos por meio da Internet, como invadir dispositivos eletrônicos, falsificar cartão de crédito e publicar conteúdo racista na web. As penas variam, em média, entre 3 meses e 5 anos de prisão, além de multas em determinados casos.
Com esses projetos, os chamados crimes cibernéticos passam a ter classificações e punições especificadas no Código Penal do País. Os textos já foram aprovados pelo Senado e seguem para sanção da Presidente Dilma Rousseff. Se forem liberados, eles entrarão em vigor 120 dias após a publicação no Diário Oficial da União.
O primeiro deles é o Projeto para Crimes Cibernéticos (PLC 35/2012). A proposta ficou conhecida como Lei Carolina Dieckmann porque um dos objetivos do texto é evitar a violação e a divulgação de arquivos pessoais, como fotos e outros arquivos, a partir da invasão de “dispositivo cibernético” – o que aconteceu com a atriz no começo do ano.
- O que a “Lei Carolina Dieckmann” prevê:
Crime: invadir dispositivo informático alheio, com a intenção de obter, modificar ou destruir dados ou informações.
Pena: de 3 meses a 1 ano de prisão, além de multa.

Crime: instalar vírus, Cavalos de Troia, malwares com o objetivo de obter, modificar ou destruir dados ou informações.
Pena: de 3 meses a 1 ano de prisão, além de multa.

Crime: divulgar, vender ou distribuir as informações ou dados coletados com a invasão aos aparelhos.
Pena: de 3 meses a 1 ano de prisão, além de multa.
Agravante: os criminosos podem receber uma punição ainda maior se os dispositivos comprometidos pertecerem a autoridades, como o presidente da República ou representantes do Executivo, Legislativo ou Judiciário. Se ganharem dinheiro com a as informações obtidas, a punição também pode aumentar.

Crime: produzir, oferecer, distribuir, vender ou difundir dispositivos (como um pendrive) ou programas de computador (vírus, Cavalos de Troia e phishings) com a intenção de tornar possível o crime de invasão a computadores ou smartphones e tablets.
Pena: de 3 meses a 1 ano de prisão, além de multa.

A segunda proposta aprovada pela Câmara nesta semana é o Projeto de Lei 2793/11, um substitutivo para o conhecido PL Azeredo (PL 84/99), nome do relator da matéria que originou tal projeto.
- O que a “Lei Azeredo” prevê:
Crime: obter dados como segredos comerciais ou industriais ou ainda conteúdos sigilosos por meio do comprometimento de mecanismo de segurança (como senhas) de equipamentos de informática.
Pena: de seis meses a dois anos de prisão, além de multa.

Crime: invasão de dispositivos de forma remota ou sem autorização.
Pena: de seis meses a dois anos de prisão, além de multa.
Agravante: se o criminoso divulgar, comercializar ou repassar gratuitamente a terceiros os dados obtidos com a invasão, a pena pode aumentar de 1 a 2 terços.

Crime: falsificação de cartão de crédito ou débito.
Pena: de 1 a 5 anos de prisão, além de multa.

Crime: divulgação de dados eletrônicos em tempo de guerra que favoreça o inimigo, prejudique operações militares ou comprometa a eficiência militar do País.
Pena: pode variar de 20 anos de prisão, em grau mínimo, à pena de morte, em grau máximo.

Crime: mensagens com conteúdo racista – a lei obriga que elas sejam retiradas do ar imediatamente.
Pena: de 2 a 5 anos de prisão e multa, quando o crime é cometido por intermédio de meios de comunicação, incluindo os digitais.

O texto também estabelece a criação de delegacias especializadas no combate a crimes praticados por meio da Internet ou por sistema informatizado.
Especialistas elogiam propostas
Para a especialista em Direito Digital e sócia do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados, Gisele Arantes,  a aprovação dos projetos é bem vinda. “Não se pode negar que ainda existem algumas lacunas na lei, mas, sem dúvida alguma, qualquer avanço no sentido de tipificar as condutas pelos meios digitais já é um grande passo. Além das tipificações citadas, ataques conhecidos como DDOs, que tiram do ar sites importantes (praticados por grupos em forma de protesto), também passam a ser puníveis, o que é muito positivo, tendo em vista que este tipo de prática é difícil de ser enquadrada na legislação vigente.”
Ainda assim, apesar dos esforços do governo em punir cibercriminosos, a especialista enfatizou que grande parte do problema ainda são os usuários. “Penso que a pena seja menos importante do que a urgência que temos em ‘educar’ os usuários da Internet sobre como se protegerem no ambiente virtual. Tanto que hoje em dia, os golpes mais praticados na web utilizam-se dos mesmos meios há cerca de cinco anos”, disse. “De uma forma geral, podemos perceber que o problema não está mais centralizado na falta de segurança da rede ou dos serviços oferecidos pelas empresas, mas sim na utilização inadequada da Internet pelos usuários, que acabam deixando de adotar cuidados básicos para se protegerem.”
O especialista e sócio do escritório Opice Blum Advogados Associados, Rony Vainzof, segue a mesma linha ao afirmar que vê “com bons olhos” a aprovação dos projetos. “Na minha opinião, tivemos um ótimo avanço para a sociedade. As propostas mais importantes foram a punição à conduta de invasão a equipamentos eletrônicos, a disseminação de códigos maliciosos e a obtenção e divulgação ou comercialização de informações sigilosas”, disse. “São condutas bastante graves e precisavam de punição na esfera criminal – o que não ocorre atualmente.”
Mesmo assim, Vainzof diz que há questões importantes que poderiam ser melhoradas – incluindo algumas que já estão previstas na Reforma do Código Penal. “Acredito que algumas questões poderiam ser implementadas, como o aumento da pena mínima e máxima contra a honra na internet (calúnia, difamação e injúria) – inclusive, a questão do ciberbullyng. Antigamente os ataques eram verbais, ou por escrito. Hoje esse ato causa uma lesão muito grave na vítima em razão do potencial da rede e a pena continua branda.”
Outro ponto enfatizado pelo especialista é a preservação de registros eletrônicos para identificação posterior dos criminosos. “O Marco Civil prevê a guarda e fornecimento de informações eletrônicas mediante solicitação judicial”, explica o também professor de Direito Digital da Universidade Mackenzie e da Escola Paulista de Direito. “Tendo aprovação esses dois projetos, acredito que teremos uma legislação bastante pertinente.”