UJS realiza ato irreverente no lançamento do livro de Yaoni Sánchez


Foto: Paulo Whitaker / Reuters
Na noite de ontem (21), em São Paulo, a militância da UJS realizou mais uma manifestação contra as mentiras difundidas pela blogueira Yoani Sánchez.

A blogueira esteve presente na Livraria Cultura, para dar autógrafos e lançar seu livro sobre Cuba. Inicialmente, ela participou de um encontro fechado com blogueiros, logo em seguida, o evento foi aberto ao público.

Acusada levianamente pela mídia de ter sido agressiva com Yoani, a UJS adotou o humor circense para apresentar o seu ponto de vista. Além de cartazes e faixas em que se lia ‘Yoani persona non grata’, a entidade usou também nariz de palhaço, fazendo alusão ao circo que a blogueira está montando contra Cuba no Brasil; conforme declara o presidente da UJS, André Tokarski, “A grande mídia nos acusa de agressividade e de ter impedido a fala de Yoani, entretanto, o que mais Yoani tem feito desde que chegou ao país é falar em todos os veículos de comunicação. Nossas manifestações não coibiram sua fala, apenas quisemos também mostrar o nosso posicionamento.”, aponta Tokarski.


Foto: Futura Press
Yoani critica duramente o governo de Fidel e Raul Castro, apontando que o país vive em uma ditadura, no qual não se é permitido o direito à liberdade de expressão e não se tem respeito aos direitos humanos. Essa postura “pró-liberdade” já lhe rendeu uma arrecadação de 250 mil euros em premiações internacionais. “É contraditório Yoani dizer que luta pelos direitos humanos, pois, a mesma não defende a liberdade dos cinco antiterroristas cubanos, que estão presos desde 1998 nos Estados Unidos sem poder receber visitas dos seus familiares, denunciou Tokarski”.

Alegando falta de condições para continuar, a organização do evento, mais uma vez, encerrou os trabalhos antes do horário previsto, porém, o que se via dentro do auditório eram manifestações intercaladas entre uma fala e outra da blogueira, respeitando os momentos em que a blogueira respondia as perguntas do público, “quem defende a democracia e não tolera 20, 30 jovens? Não tivemos direito ao microfone e tivemos de usar a nossa voz, finalizou André Tokarski.

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