quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Reflexão sobre o valor que temos para DEUS.


Curso de Capacitação Prevenção do Uso de Drogas


Inscrições Abertas


Estão abertas as inscrições para a 5ª edição do Curso Prevenção do Uso de Drogas – Capacitação para Conselheiros e Lideranças Comunitárias, promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), do Ministério da Justiça e executado pela Secretaria de Educação a Distância (SEaD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Antes de fazer sua inscrição, leia atentamente as instruções abaixo:
1 – Clique no link FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI
2 – Digite seu CPF para validação
3 – Digite seu nome e email. Por esse email você receberá todas as mensagens referente a inscrição e ao Curso.
4 – Verifique se recebeu email para continuar o preenchimento do Formulário de Inscrição. Não esqueça de verificar sua caixa de SPAM ou Lixo Eletrônico.
5 – Se você não recebeu esse email, clique novamente no link FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI
As inscrições encerram às 24h do dia 22/03/2013. O início do curso está previsto para abril de 2013.




Câmara acaba com 14º e 15º salários para deputados e senadores


Os dois salários a mais pagos aos parlamentares não constarão mais na lista de benefícios. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Os dois salários a mais pagos aos parlamentares não constarão mais na lista de benefícios. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
A Câmara dos deputados decidiu no início da noite desta quarta-feira 27 acabar com um dos principais privilégios dos parlamentares, os 14º e 15º salários pagos anualmente em fevereiro e dezembro como “ajuda de custo” a deputados e senadores. A decisão, tomada por unanimidade, referenda a proposta aprovada pelo Senado em março de 2012, segundo a qual a ajuda de custo será paga apenas no início e no fim de cada mandato. O valor dos salários extras é o mesmo que os parlamentares recebem mensalmente: 26,7 mil reais.
A decisão de acabar com o privilégio é uma clara tentativa de melhorar a imagem do Poder Legislativo, visto com desconfiança por grande parte da população. No início deste ano, a eleição dos peemedebistas Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Renan Calheiros (PMDB-AL) para as presidências da Câmara e do Senado reforçaram a imagem ruim do Congresso. A escolha de Renan como presidente do Senado gerou protestos populares e resultou em uma petição, pela internet, com mais de 1,6 milhão de assinaturas pedindo a saída do senador do cargo. Por isso, o próprio Renan anunciou na semana passada, já como presidente do Senado, uma reforma administrativa na Casa que prevê uma economia anual de 262 milhões de reais.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

JORNADA DE LUTA EM MARÇO


Sessenta e sete milhões: o que esse número representa? A população civil da União Europeia possui 67 milhões de armas; no Brasil, 67 milhões de pessoas têm acesso a internet; 67 milhões de reais foi o investimento da Petrobrás para projetos culturais no ano passado de 2012. Um número que pode representar muito para alguns ou pouca coisa para outros.

Na tarde desse último sábado (23), no Sindicato dos Químicos em São Paulo, 67 milhões foi um número central, o foco de um importante encontro para debater o futuro do Brasil, seus avanços e transformações sociais.

Sessenta e sete milhões é, atualmente, a totalidade de jovens no Brasil, 2/3 da população economicamente ativa, uma parcela decisiva dos brasileiros que  será responsável pelos rumos da nação nas próximas décadas. A juventude brasileira esteve representada no encontro, um ato preparatório para a Jornada de Lutas unificada, que será realizada em março e abril, por diversos movimentos.

Mais de duzentas pessoas, jovens vindos de movimentos ligados à educação, juventude, cultura, esporte, trabalho, gênero, questão racial, transporte e direito à terra no Brasil compareceram à reunião. Para a União Nacional dos Estudantes, uma das organizadoras, esse é um momento inédito pois, pela primeira vez, haverá uma coalização de forças juvenis para consolidar as principais bandeiras e reivindicações dos jovens brasileiros.

Para entender a atual situação brasileira no cenário econômico, social, político e cultural e, dessa maneira, tentar sincronizar os desafios da juventude nesses diferentes setores, houve uma grande análise de conjuntura pela parte da manhã. Participaram da discussão Felipe Altenfelder, do coletivo Fora do Eixo; Alfredo Júnior, da Juventude CUT; Raul Amorim, do MST; Daniel Iliescu, presidente da UNE; Manuela Braga, presidente da UBES; Carla Bueno, do movimento Levante Popular da Juventude; e Maria Júlia, da Marcha Mundial das Mulheres.

JUVENTUDE UNIFICADA NAS RUAS DO BRASIL

Houve consonância de que é preciso uma verdadeira mudança nas questões que tangem a juventude e, para isso, é preciso que os movimentos se unifiquem e saiam às ruas reivindicando melhorias estruturais. A conversa foi bastante ampla pois cada debatedor conseguiu expor as dificuldades da área específica da qual representa.
Alfredo Santos Jr, da Juventude da CUT, fez uma grande análise a respeito da conjuntura política atual. “Nós não conseguimos, na correlação de forças da sociedade, nos apropriar dos avanços do governo”, pontuou.

Felipe Altenfelder, do Fora do Eixo, falou de um outro ponto pouco explorado nos movimentos sociais: a importância da construção de narrativas através das tecnologias digitais amplamente acessíveis. “Desse jeito, é possível fazer uma importante disputa simbólica. Temos que nos apropriar de todos os meios”, analisou.
Já Maria Júlia, da Marcha Mundial das Mulheres, trouxe a questão do machismo como um fator importantíssimo a ser considerado na luta de hoje. “Nossa batalha deve sempre conter uma perspectiva feminista”,  acrescentou.

Daniel Iliescu, presidente da UNE, fez uma fala agregando todos os movimentos presentes. “Esse é um momento histórico, um marco importante da juventude brasileira. Esse novo tempo é tempo de ampliar a nossa voz. Até quando nos vamos nos conformar? Até quando vamos ficar calados diante de um governo que não tem projeto contra a desnacionalização? A educação é prioridade nos discursos, mas não se reflete no orçamento do país. Um novo caminho trilhado pelas mudanças começou!”, sinalizou.

MOBILIZAÇÕES PARA O MÊS DE MARÇO

A parte da tarde foi dedicada aos estados que estão organizando suas respectivas Jornadas de Lutas. Foram planejadas, de forma bastante aprofundada, as manifestações em cada canto do Brasil. Todas as informações a respeito das Jornadas de Lutas estaduais serão divulgadas mais para frente através do site oficial do movimento.

CARTA APROVADA

Ao fim do encontro, uma carta com a participação de todos os movimentos presentes foi aclamada publicamente. Ela é a tônica para as próximas batalhas que serão travadas.
Leia abaixo:
Unir a Juventude Brasileira: “Se o presente é de luta, o futuro nos pertence”! Che Guevara
As entidades estudantis, as juventudes do movimento social, dos trabalhadores/as, da cidade, do campo, as feministas, as juventudes partidárias, religiosas, LGBT, dos coletivos de cultura e das periferias se unem por um ideal: avançar nas mudanças e conquistar mais direitos para juventude.
É preciso denunciar o extermínio da juventude negra e das periferias a quem o estado só se apresenta através da violência. O mesmo abandono se dá no campo, que alimenta a cidade e segue órfão da Reforma Agrária e dos investimentos necessários à permanência da juventude no campo, de onde é expulsa devido à concentração de terras, à ausência de políticas de convívio com o semiárido. Já na cidade, a juventude encontra a poluição, a precarização no trabalho, a
ausência do direito de organização sindical, os mais baixos salários e o desemprego, fatores ainda mais graves no que diz respeito às jovens trabalhadoras.
Essa é a dura realidade da maioria da População Economicamente Ativa no país, e não as mentiras da imprensa oligopolizada, que foi parceira da ideologia do milagre brasileiro e cúmplice da ditadura, ao encobrir torturas e assassinatos e sendo beneficiária da monopolização ainda vigente. É coerente que ela se oponha à verdade e à justiça, que se cale ante as torturas e ao extermínio dos pobres e negros dos dias de hoje, que busque confundir e dopar a juventude,
envenenando a política, vendendo-nos inutilidades, reproduzindo os valores da violência, da homofobia, do machismo e da intolerância religiosa. mas eles não falam mais sozinhos: estamos aqui pra fazer barulho.
Queremos cidades mais humanas em vez de racismo, violência e intolerância. Queremos as garantias de um estado laico, democrático, inclusivo, que respeite os Direitos Humanos fundamentais, inclusive aos nossos corpos, à liberdade de orientação sexual e à identidade de gênero, num ambiente de liberdade religiosa.
Queremos reformas estruturais que garantam um projeto de desenvolvimento social e que abram caminhos ao socialismo. Lutamos por um desenvolvimento sustentável, solidário, que rompa com os valores do patriarcado, que assegure o direito universal à educação, ao trabalho decente, à liberdade de organização sindical, à terra para quem nela trabalha e o direito à verdade e à justiça para nossos heróis mortos e desaparecidos.
Para enfrentar a crise é preciso incorporar a juventude ao desenvolvimento do país. Incluir o bônus demográfico atual exige uma política econômica soberana que valorize o trabalho, a produção, o investimento e as políticas sociais, e não a especulação. Esse é o melhor cenário para tornar realidade os direitos que queremos aprovados no estatuto da juventude.
Iniciamos aqui uma caminhada de unidade e luta por reformas estruturais que enterrem o neoliberalismo e resguardem a nossa democracia dos retrocessos que pretendem impor os monopólios da mídia, ou golpes institucionais como os que ocorreram no Paraguai e em Honduras.
Desde essa histórica Plenária Nacional, unidos e cheios de esperança, convocamos a juventude a tomar em suas mãos o futuro dos avanços no Brasil, na luta pelas seguintes bandeiras consensualmente construídas:
1. Educação: financiamento público da educação
1.1. 10% PIB para Educação Pública
1.2. 100% dos royalties e 50% do fundo social do Pré-sal para Educação Pública
1.3 2% do PIB para Ciência, Tecnologia e Inovação
1.4 Por uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa
1.5 Democratização do acesso e da permanência na universidade
1.6 Pela expansão e a qualidade da educação do campo
1.7 Cotas raciais e sociais nas universidades estaduais
1.8 Curricularização da extensão universitária
1.9 Regulação e ampliação da qualidade, em especial, do setor privado
2. Trabalho – trabalho decente
2.1 Redução da jornada de trabalho sem redução de salário! 40 horas já!
2.2 Condições dignas de trabalho decente
2.3 Políticas que visem a conciliação entre trabalho, estudos e trabalho doméstico
2.4 Direito de organização sindical no local de trabalho
2.5 Contra a precarização promovida pela terceirização
2.6 Pela igualdade entre homens e mulheres no trabalho e entre negros/as e não negros/as
3. Por avanços na democracia brasileira – Reforma Política
3.1 Pela Reforma política
3.2 Combate às desigualdades sociais e regionais
3.3 Contra a judicialização da politica e a criminalização dos movimentos sociais
3.4 Pela auditoria da Divida Publica
3.5 Contra o avanço do capital estrangeiro na aquisição de terras e na Educação
3.6 Reforma agrária
3.7 Aprovação do Estatuto da Juventude
4. Diretos sociais e humanos: Chega de violência contra a juventude
4.1 Contra o extermínio da juventude negra
4.2 Contra a redução da maioridade penal
4.3 Garantia do direito à Memória, à Verdade e à Justiça e pela punição dos crimes da Ditadura
4.4 Garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, como à autonomia sobre o próprio corpo e o
combate à sua mercantilização, em especial das jovens mulheres
4.5 Pelo fim da violência contra as mulheres
4.6 Pela mobilidade urbana e o direito à cidade
4.7 Pelo direito da juventude à moradia
4.8 Desmilitarização da policia
4.9 Respeito à diversidade sexual, aos nomes sociais e criminalização da homofobia
4.10Apoio à luta indígena e quilombola e das comunidades tradicionais
4.11Contra a internação compulsória e pelo tratamento da dependência química através de uma
política de redução de danos
4.12Pelo direito ao lazer à cultura e ao esporte, inclusive com a promoção de esportes radicais
5. Democratização da comunicação de massas
5.1. Universalização da internet de banda larga no campo e na cidade
5.2 Políticas públicas para grupos e redes de cultura
5.3 Apoio público para os meios de comunicação da imprensa alternativa
5.4. Apoio ao movimento de software livre

Assinam este documento: ABGLT, ANPG; APEOESP; Associação Cultural B; Centro de
Estudos Barão de Itararé; CONAM, CONEM, Consulta Popular; ECOSURFI; Enegrecer;
FEAB; Federação Paulista de Skate; Fora do Eixo; Juventude da CTB; Juventude da CUT;
Juventude do PSB; Juventude do PT; Juventude Pátria Livre; Levante Popular da Juventude;
Marcha Mundial das Mulheres; MST; Nação Hip Hop Brasil; Pastoral da Juventude, PJMP,
REJU; REJUMA; UBES; UBM, UJS; UNE; UPES, Via Campesina.
Da Redação

UJS realiza ato irreverente no lançamento do livro de Yaoni Sánchez


Foto: Paulo Whitaker / Reuters
Na noite de ontem (21), em São Paulo, a militância da UJS realizou mais uma manifestação contra as mentiras difundidas pela blogueira Yoani Sánchez.

A blogueira esteve presente na Livraria Cultura, para dar autógrafos e lançar seu livro sobre Cuba. Inicialmente, ela participou de um encontro fechado com blogueiros, logo em seguida, o evento foi aberto ao público.

Acusada levianamente pela mídia de ter sido agressiva com Yoani, a UJS adotou o humor circense para apresentar o seu ponto de vista. Além de cartazes e faixas em que se lia ‘Yoani persona non grata’, a entidade usou também nariz de palhaço, fazendo alusão ao circo que a blogueira está montando contra Cuba no Brasil; conforme declara o presidente da UJS, André Tokarski, “A grande mídia nos acusa de agressividade e de ter impedido a fala de Yoani, entretanto, o que mais Yoani tem feito desde que chegou ao país é falar em todos os veículos de comunicação. Nossas manifestações não coibiram sua fala, apenas quisemos também mostrar o nosso posicionamento.”, aponta Tokarski.


Foto: Futura Press
Yoani critica duramente o governo de Fidel e Raul Castro, apontando que o país vive em uma ditadura, no qual não se é permitido o direito à liberdade de expressão e não se tem respeito aos direitos humanos. Essa postura “pró-liberdade” já lhe rendeu uma arrecadação de 250 mil euros em premiações internacionais. “É contraditório Yoani dizer que luta pelos direitos humanos, pois, a mesma não defende a liberdade dos cinco antiterroristas cubanos, que estão presos desde 1998 nos Estados Unidos sem poder receber visitas dos seus familiares, denunciou Tokarski”.

Alegando falta de condições para continuar, a organização do evento, mais uma vez, encerrou os trabalhos antes do horário previsto, porém, o que se via dentro do auditório eram manifestações intercaladas entre uma fala e outra da blogueira, respeitando os momentos em que a blogueira respondia as perguntas do público, “quem defende a democracia e não tolera 20, 30 jovens? Não tivemos direito ao microfone e tivemos de usar a nossa voz, finalizou André Tokarski.

Yoani Sámchez Porta voz dos Conservadores


A PORTA-VOZ MUNDIAL DA DIREITA

Renato Nucci Jr.
Membro do Conselho de Redação do Jornal Arma da Crítica

Yoani Sánchez não veio ao Brasil a passeio. Muito menos sua visita pretende esclarecer alguma coisa sobre a realidade cubana. Analisando a lista de seus anfitriões no Brasil e nos países a serem visitados, podemos concluir qual o objetivo de seu giro internacional. Por onde passar Yoani receberá as boas vindas das forças políticas mais conservadoras e retrógradas do mundo.

A recepção feita a ela no Congresso Nacional é um bom exemplo. Convidada pela bancada do PSDB, ao seu lado se perfilaram, por exemplo, Jair Bolsonaro, homofóbico assumido e defensor de todas as obras da ditadura militar, incluindo a tortura e morte de presos políticos. Também a recepcionou Ronaldo Caiado, fundador da União Democrática Ruralista (UDR), organização dos grandes latifundiários brasileiros, cujos membros se notabilizaram nas décadas de 1980 e 1990 em perseguir e assassinar trabalhadores rurais. É com esse tipo de aliados que Yoani pretende reclamar por democracia e direitos humanos em Cuba.

Essa será a tônica de todo o seu giro internacional. Em Puebla, no México, Yoani é convidada de honra do encontro semestral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol). A entidade reúne os maiores monopólios midiáticos do continente, tradicionais adversários dos movimentos populares e principais porta-vozes do pensamento conservador. Do cofre da SIP a blogueira cubana recebe a módica quantia de 6 mil dólares mensais, por ocupar a vice-presidência regional da Comissão da Liberdade de Imprensa e Informação. Nos Estados Unidos será recebida na redação do jornal New York Times.

Seu périplo inclui Suíça, República Tcheca, Argentina, Peru, Canadá, Itália e Espanha. Em todos eles a programação de Yoani, além de falar mal de Cuba alegando viver o país sob uma feroz ditadura, servirá como um momento para os setores políticos e sociais mais reacionários dessas nações poderem extravazar seus pontos de vista conservadores. Em um contexto internacional marcado por profunda crise da economia capitalista, são justamente tais setores os principais responsáveis por defender e aplicar políticas retrógradas de ajuste e de resgate que beneficiam o sistema financeiro e o capital monopolista em detrimento da maioria da população.

Outro aspecto na viagem de Yoani por vários países se torna evidente. Está claro que seu giro internacional sinaliza para uma nova campanha de desestabilização contra o Estado cubano e seu povo. De acordo com o site Opera Mundi, telegramas revelados pelo Wikileaks apontam para o papel que o Departamento de Estado norte-americano atribui a Yoani Sánchez. Ela poderia desempenhar a função de liderança na transição para um regime político e social que destrua todas as conquistas da Revolução.  

A viagem da blogueira, portanto, se insere na política mais geral dos Estados Unidos de incentivar a oposição cubana e da direita mundial em articular um campo conservador que justifique seus ataques contra os trabalhadores no contexto da crise. A Casa Branca não desistiu do antigo projeto de derrotar a revolução e promover uma mudança no regime. O objetivo de sua volta ao mundo consiste em tornar Yoani uma espécie de porta-voz internacional da dissidência cubana. Sua condição de mulher e o uso de ferramentas de comunicação modernas como a internet, por onde ela manifesta sua oposição ao processo revolucionário cubano, são os ingredientes usados pelo imperialismo na tentativa de fazer dela uma referência política respeitável e crível dos dissidentes do seu país ante o mundo. 

Por esses motivos, são inteiramente legítimas as manifestações ocorridas no Brasil contra a visita de Yoani. Não se trata de modo algum de um ataque de militantes de esquerda contra a liberdade de expressão. O alvo dos protestos não é apenas Yoani, mas tudo o que ela representa. Trata-se de manifestações políticas cujo propósito é o de desmascarar o intento de sua visita, pois os aliados que ela angaria por onde passa em sua cruzada contra a Revolução Cubana, representam o que há de mais obscuro e conservador na atual cena política. Ao encontrar-se no Brasil e no mundo com próceres do reacionarismo político e social, para juntos atacarem a maior revolução ocorrida no continente americano, compreendem-se os protestos contra a sua visita.

Sua figura não representa uma dissidência cubana crítica de aspectos da revolução em busca de seu aperfeiçoamento. Sua imagem, com apoio do governo norte-americano e dos grandes meios privados de comunicação, se torna um pólo de articulação mundial de personalidades e instituições ligadas a um campo político e social reacionário, fascista e conservador. Por isso se torna objeto legítimo de manifestações e protestos.

Campinas, fevereiro de 2013

Estão Privatizando TUDO

“Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence.” (Bertold Brecht)

Sem Movimento não Há Liberdade


CFESS participa de audiências contra a EBSERH

Com a Frente da Saúde, Conselho Federal também comparece ao Fórum Social Temático 


O feriado de carnaval não foi impedimento para que o CFESS, juntamente com a Frente Nacional contra a Privatização da Saúde e diversas entidades apoiadoras participassem de audiências na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Os encontros ocorreram na quarta-feira (13). O CFESS foi representado pela conselheira Ramona Carlos, acompanhada da professora Maria Inês Bravo, que compõe a coordenação da Frente, bem como de representantes do ANDES-SN, da Fasubra, da Fenasps, da ABEPSS, da ANTC, da Ampasa, da Amantra e do Fórum de Saúde do Rio de Janeiro.

A primeira reunião foi com a Subprocuradora-Geral da República Débora Duprat, seguida por uma audiência com o ministro do STF José Antônio Dias Toffoli, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 4.895, proposta pelo Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, contra a Lei nº 12.550/2011, que "autoriza o Poder Executivo a criar a empresa pública denominada Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH".

Compareceram às audiências, representantes das seguintes entidades: ANDES-SN, FASUBRA, FENASPS, CFESS, ABEPSS, ANTC, AMPASA, AMANTRA e representantes do Fórum do Rio de Janeiro e da Frente. "O objetivo foi defender a política pública, estatal e sob comando direto do Estado e problematizar a proposta de privatização dos hospitais universitários através da EBSERH", destacou a conselheira do CFESS Ramona Carlos.
Na reunião com o ministro do STF, o grupo entregou um memorial, o abaixo-assinado da Frente contra a EBSERH, com 5000 assinaturas, o Manifesto contendo a assinatura de 240 entidades, além das Moções, Resolução e Recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e de outras entidades. (clique para ler a carta da Frente contrária à EBSERH)

Ramona Carlos destaca que o próprio Conselho Nacional de Saúde, instância de discussão e de  deliberação sobre a política nacional de saúde, aprovou deliberações contrárias à implantação da empresa nos Hospitais Universitários do país.

Fórum Social Temático

Previamente às audiências, a conselheira do CFESS também marcou presença nas atividades do Fórum Social Mundial Temático, realizado de 26 a 31 de janeiro em Porto Alegre (RS), cujo tema de 2013 foi "Democracia, Cidades, Desenvolvimento Sustentável e Trabalho Decente". Ramona Carlos representou o CFESS na mesa "Privatização da Saúde e lutas em defesa do SUS", que ocorreu no dia 28.

A atividade foi proposta pela Frente Nacional contra a Privatização da Saúde e realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência no Rio Grande do Sul – SINDISPREV, filiado à Fenasps, que também integra a Frente Nacional.


Conselheira Ramona Carlos (dir.) participou da atividade em Porto Alegre (foto: Sindisprev-RS)

Com a participação de representantes de várias entidades e movimentos, o evento contou com a presença de cerca de 100 pessoas de diversos estados brasileiros, cujos temas debatidos abordaram o processo de privatização das políticas públicas em curso no país, em especial na área da saúde, via repasse de recursos públicos para entidades privadas, como OS, OSCIP, empresas privadas, fundações, além da precarização das condições, tendo como um dos mecanismos, para tal, a terceirização das relações e vínculos de trabalho.

Frente Nacional Drogas e Direitos Humanos
Ainda no FSM Temático, no dia 29, o CFESS participou da oficina que debateu "A Política de Drogas no Brasil e o Protagonismo da Frente Nacional Drogas e Direitos Humanos (FNDDH)". O evento contou com a presença de 50 pessoas e abordou o debate em torno da política de combate às drogas no Brasil, como internação compulsória, recolhimento da população em situação de rua, a rede de atendimento desarticulada e sem estrutura necessária e adequada, o processo de higienização e limpeza em curso nos grandes centros urbanos, frente à realização dos grandes eventos, como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

"O debate sobre a política de combate às drogas no Brasil deve ser enfrentado no âmbito das políticas públicas, de forma integral e interdisciplinar e, por vezes, tem sido tratado como uma questão de polícia, sem que se discuta qual a rede de atendimento, que serviços estão sendo ofertados, de forma a assegurar o tratamento adequado e necessário", relata a conselheira do CFESS Ramona Carlos.

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