MEU CABELO CRESPO REPRESENTA MINHA RESISTÊNCIA

A “democracia racial” nunca passou de um discurso com objetivo da tentativa de contemplar as diversas raças e etnias brasileiras, porém, apenas tentativa. A verdadeira pratica era discriminar o cabelo crespo e pele negra e assim reafirma o padrão da beleza dos cabelos lisos e pele branca. Somado as discriminações as palavras “cabelo ruim” solicitações de “prender”, “amarrar”, “muito volumoso” e “feio”. Uma violência sutil e perversa.

Dando a continuidade aos meus ancestrais em resistir às tentativas de anular nossa cultura, negar nossas qualidade e apagar nossa beleza, a resistência ao padrão imposto vem vencendo e conquistando espaço. O cabelo crespo solto e embaraçado vem se consolidando através da forma rebelde, indomável e livre de nossos cabelos. Podemos notar diariamente nas ruas de nossas cidades sendo tomados por nossos cabelos em suas diversas formas, texturas, cores e multiplicidade de estilos.


Finalizo afirmando e reafirmando nossa beleza não e apenas estética. A tentativa de comercializar e formalizar não será aceita, pois a mulatização não nos representa. Somos negros, pretos, afrodescente e resistiremos como nossos ancestrais.

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