CORONEL ULYSSES, NÃO EXISTE PARABÉNS PARA MORTE.

Hoje vivemos um sistema de segurança no Acre bastante caótico, e os culpados não são os policias, estes são vítimas da mesma forma que aqueles que perdem a vida na troca de tiro, ou aqueles que perdem a vida nas mãos de criminosos. Os culpados são os gestores tanto o Governador Tião Viana quanto o Secretário de segurança do qual nada fizeram e tão pouco estão a fazer para melhorar.

Quando afirmo melhorar não e com práticas pragmáticas de comprar mais armas ou viatura e fazer festinhas para mostrar a compra de novos brinquedos, e sim efetivar políticas públicas de acesso à educação de qualidade, emprego, espaços de culturas e esporte. Uma nação que tem educação de qualidade, saúde, emprego não tem como resultado a elevação da violência.

A falta de políticas públicas estão levando a nossa juventude para criminalidade, fazendo com que as garotas entrem na prostituição involuntária, que os pais e mães lotem as igrejas a espera de uma interseção divina do qual apareça um emprego, tire os filhos e filhas da criminalidade e do mundo da prostituição indesejada, que traga a paz e segurança.

O Acre se tornou um feudo, onde de um lado está a nata mamando com seus elevados salários de secretários do qual nada vem fazendo pelo povo, e do outro lado todos e todas trancados em seus lares com medo da violência.

Contextualizo sobre a segurança para apresentar minha indignação pela forma do qual o coronel Ulysses  em sua postagem “POLÍCIA MILITAR DO ACRE: BARREIRA INTRANSPONÍVEL QUE NÃO PERMITE QUE O CRIME DOMINE NOSSO ESTADO” se referindo a morte de dois “criminosos” no momento de troca de tiro. Onde que na realidade deveria lamentar a necessidade de um policial ser obrigado a tirar uma vida para garantir a sua, que isso reafirma a incompetência do Estado e da política de seus gestores. O Policial não deve ser visto como justiceiro.

Não sei se e a ignorância ou o oportunismo do Coronel Ulysses, mas, segurança significa nos sentirmos protegido de riscos, perigos e perdas e não significa guerra e medo, onde este e o presente sentimento do povo acreano.

Em segundo o crime dominou o Acre, a polícia hoje vem apenas enxugando gelo, e para tal necessitamos enfrentar o problema de frente pois as consequências e apenas sangue do cidadão, sangue do bandido, sangue do policial e isso não impede do governador e secretários permanecer com suas mesas fartas de comida e sua segurança impecável a base do dinheiro público. Necessitamos de forma urgente unificar as bandeiras e apresentar uma solução efetiva, para que assim possamos retornar a segurança.

Coronel Ulysses, temos que debater a saúde mental dos policiais que ao enfrentar tanta pressão ao sair de casa para tentar manter a ordem alguns se utilizam de forma errada de práticas de tortura, que muitos estão adentrando no mundo do vício, que as vezes se encontram obrigado a tirar uma vida para manter a sua, que estão tirando a vida de colegas por questões banais. Em seu discurso deveria estar a desmilitarização da PM, para promover a unificação e assim o fortalecimento da segurança, com isso o respeito para com estes agentes de segurança; O debate sobre a polícia comunitária, do qual os fazem agente de segurança junto à comunidade fortalecendo o vínculo ao invés de fortalecer o medo; Deveria apresentar a urgência na reformulação da segurança pública, pois o presente modelo e defasado e não funciona.

E junto ao debate de segurança apresentar os demais debates que dialogam junto a segurança, como por exemplo na educação, onde o Proerd e um belo exemplo de projeto que vem sendo executado pela PM que visa a pratica preventiva, a ação do corpo de bombeiro por da liberação da piscina como mecanismo de acesso ao esporte entre outras praticas que vem sendo feitas.


Podemos ser a diferença que o Acre precisa, porém, para tal necessitamos enxergar para além do nosso tempo e não ter medo das mudanças. 


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